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Volta à operação

Graninter retoma atividade após dez anos. Empresa de navegação, pertencente ao Grupo Rocha Terminais, construirá dois navios

Após 10 anos ausente do mercado, a empresa de navegação Graninter volta a atuar, inicialmente com navios afretados na modalidade voyage charter. A empresa, pertencente ao Grupo Rocha Terminais, já tem contratados junto ao estaleiro Rio Maguari, de Belém (PA), dois navios multipropósitos de 17 mil tpb cada. Com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o investimento total será de US$ 80 milhões. O primeiro deles começa a ser construído neste segundo semestre, com previsão de entrega em dois anos. As obras do segundo terão início no primeiro semestre de 2012. Quando as obras atingirem 10% do peso leve edificado, conforme permite a legislação, a empresa pretende afretar navios equivalentes na modalidade time charter. O armador utilizará, a princípio, dois navios fretados com capacidade para 11 mil tpb.

O primeiro embarque, seis mil toneladas de bobinas de aço, foi realizado em 30 junho, para a ArcelorMittal Vega, de Itajaí (SC)  com destino à Argentina. A operação de embarque foi realizada no Terminal Portuário de Itajaí (Teporti). Segundo o diretor da Graninter, Luiz Philippe Figueiredo, estão sendo negociados com a siderúrgica também embarques de cabotagem.

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“No mercado que pretendemos atuar, já existe algum transporte de cabotagem, mas de forma pontual. Nossa intenção é tornar o serviço sistemático. No ano que vem, quando os navios estiverem em construção, dependendo da reação do mercado, podemos contratar a construção de mais duas embarcações”, afirma Philippe. Para o longo curso, o armador pretende atuar na costa da América do Sul, principalmente Argentina, Chile e Peru. A parte administrativa e financeira da Graninter será feita em Curitiba, na sede do grupo, e a parte comercial terá como base o Rio de Janeiro. Para as operações de cabotagem seriam escalados ainda os portos do Rio de Janeiro e de Vitória. Sempre com navios multipropósito entre 10 mil a 25 mil toneladas.

O grupo Rocha Terminais tem forte presença nos portos de Paranaguá, São Francisco do Sul e Itajaí, onde conta com estrutura própria. De lá, a Graninter pretende estender seus serviços para o Norte e Nordeste do país, oferecendo serviço porta-a-porta. “Na cabotagem, a Rocha pode montar estrutura própria ou estabelecer parcerias”, informa o diretor da Graninter. Philippe adianta que já está em conversações com empresas que importam cargas a granel da Argentina para o Brasil, visando a carga  de retorno quando a empresa contar com frota própria. “Os navios que estamos construindo são  apropriados para produtos siderúrgicos e pequenos lotes de carga a granel, como trigo e malte”, destaca Philippe.

 

Dez anos. A Graninter foi fundada em 27 de abril de 1981, com capital 100% nacional, resultado de parceria entre o Lloyd Brasileiro e a Flumar Transportes Fluviais e Marítimos. Durante sua primeira fase de existência operou na cabotagem de granéis líquidos e sólidos, bem como no cross trading entre África e Índia, com as embarcações Chuy (24.043 tpb) e Merity (24.053 tpb), ambas de armação nacional e financiadas pelo fundo de Marinha Mercante.

Posteriormente, o Lloyd deixou de existir e a Flumar vendeu 100% da Graninter ao grupo Rocha Terminais, cujos sócios controladores são João Gilberto Cominese Freire e Hélio Figueiredo Freire Filho. Quando foi vendida, há dez anos, a empresa de navegação tinha dois navios químicos operando. Os navios eram antieconômicos, foram vendidos e as operações, encerradas.

“Para voltar a operar, foi determinante o fato de o grupo ter atuação forte em operações portuárias, principalmente no sul do Brasil. Verificamos que era possível oferecer ao mercado a combinação de transporte marítimo, operação portuária, armazenagem e distribuição aos clientes finais. O modelo porta-a-porta foi apresentado a alguns clientes chaves, principalmente grandes siderúrgicas, e a recepção foi muito boa”, finaliza Luiz Philippe Figueiredo.

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