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Transporte marítimo britânico não quer entrar no comércio de emissões europeu

Esta semana, o sector do transporte marítimo britânico rejeitou firmemente entrar no comércio de emissões europeu, para reduzir os poluentes na atmosfera.

“O sistema de comércio de emissões da União Europeia não vai funcionar para o transporte marítimo”, disse anteontem ao jornal “The Guardian” Mark Brownrigg, director-geral da Câmara britânica para o transporte marítimo. “Não se adequa. Não é um sistema global, e a navegação é.”

No entender de Brownrigg, se os navios vierem a ser incluídos no comércio de emissões, como a Comissão Europeia pretende, então as embarcações vão começar a abastecer-se de combustível em portos não europeus.

Depois das fábricas, os aviões foram os seguintes a entrar no sistema europeu de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Em 2005, a Comissão Europeia revelou que os navios também seriam incluídos naquele sistema. Mas os planos foram sendo sucessivamente adiados e o sector quer outras soluções.

“Este é um debate internacional complexo e precisamos da participação de todos, incluindo do sector dos transportes marítimos, para encontrar uma solução genuína. E deve ser à escala global, através da Organização Marítima Internacional, e não regional”, salientou o responsável.

Segundo o jornal, recentemente o sector adoptou novos padrões para a eficiência dos combustíveis que utiliza, que permitirão uma redução das emissões poluentes.

A Organização Marítima Internacional estima que em 2007 o transporte marítimo internacional tenha emitido 870 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), ou seja, 2,7 por cento das emissões totais de CO2 emitidas nesse ano.

Fonte: Ecosfera


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