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Transporte fluvial - Antaq lança estudo sobre Amazônia

O transporte fluvial da Amazônia, somando também as travessias, movimenta 13,6 milhões de passageiros anualmente. A informação é do estudo Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica. O documento é fruto de um termo de cooperação entre a Antaq, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). “O estudo contribuirá para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e ao fomento da navegação fluvial de passageiros”, disse Mário Povia, diretor da Antaq, durante o lançamento do estudo, na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, em 20 de junho.

Três levantamentos foram realizados em diferentes épocas do ano para captar possíveis sazonalidades na movimentação de passageiros. A movimentação anual de passageiros foi obtida pela média das três análises. A primeira coleta de dados foi realizada entre janeiro e março de 2011; a segunda, no período de junho a agosto de 2011; e a terceira, entre setembro a novembro de 2012.

Conforme o levantamento, 50,9% dos passageiros são homens e 49,1%, mulheres. Em relação à faixa etária, 38,2% dos passageiros têm entre 18 e 30 anos; 24,8% (31 a 40); 17,8% (41 a 50); 10,8% (51 a 60); e 8,3% (61 a mais).

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De acordo com o estudo, os usuários do transporte fluvial na Região Amazônica que não tiveram acesso à educação formal ou que tendo frequentado a escola não foram além do ensino fundamental somam 38,7%. Do universo pesquisado, 41,2% estudaram até o ensino médio completo ou não, outros 12,8% chegaram ao nível superior e 2,1% declararam ser pós-graduados.

Em termos de renda familiar, 16,3% dos entrevistados ganham menos de um salário mínimo por mês; 38% entre um e dois; 19,5% entre mais de dois e três; 12,1% de três a cinco; e 8% ultrapassam os cinco salários mínimos mensais. 6,1% não quiseram informar a renda. Levando-se em conta a movimentação de cargas, o trabalho informou que passam pela Região Amazônica cerca de 4,5 milhões de toneladas por ano. A projeção para 2022 é que esse número alcance 5,1 milhões de toneladas.

A área de abrangência do estudo compreendeu a Região Amazônica com foco nos principais estados geradores de fluxo fluvial: Pará, Amapá, Amazonas e Rondônia. Foram analisadas 317 linhas, sendo 249 no transporte longitudinal estadual; 59 no longitudinal interestadual; e nove na travessia. O total de embarcações cadastradas foi 602. No entanto, foram caracterizadas 446.

— O estudo não se limitou a analisar o transporte de passageiros regulados pela Antaq. A pesquisa abrange, também, linhas intermunicipais, identificando as embarcações em operação e as instalações portuárias utilizadas. Isso permitirá uma visão ampla e integrada do transporte fluvial de passageiros”, diz o superintendente de Navegação Interior da Antaq, Adalberto Tokarski.

O estudo analisou, ainda, 106 terminais hidroviários de passageiros, sendo um em Rondônia; 11 no Amapá; 30 no Amazonas; e 64 no Pará. De acordo com a pesquisa, 81% das instalações apresentaram padrão “baixo” de qualidade; 15%, “médio”; e 4%, “alto”. Entre os critérios analisados estão: acessos, estacionamento de veículos, instalações, serviços, sala de embarque, área de atracação, entre outros.

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