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Transpetro se associa à Abac

Entrada da subsidiária da Petrobras no quadro diversifica perfil de associados da entidade dedicada ao mercado de cabotagem.

 

A Transpetro se filiou, na última terça-feira (10), à Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), que reúne algumas das principais empresas de cabotagem que operam nesse modal no Brasil. A nova associada diversifica o perfil de atuação da entidade, que já tinha em seu quadro a Aliança Navegação e Logística (contêineres), Norsul/Norsul Cargo (granéis sólidos), Flumar (químicos e gases), Hidrovias do Brasil (granéis), Log-In (contêineres) e Mercosul Line (contêineres). Os grupos econômicos associados atuam nos segmentos de cabotagem e/ou longo curso.

“Somos taxados como setor de poucos operadores. Na verdade, temos a cada hora fortalecido a associação, ampliando o número de empresas de variados portes”, destacou o diretor-presidente da Abac, Cléber Lucas à Portos e Navios. Ele ressaltou que a nova associada também vai agregar do ponto de vista de tamanho e porte da frota. Com a entrada da Transpetro, as associadas disponibilizam ao mercado 68 embarcações de bandeira brasileira de longo curso/cabotagem, sendo: 19 porta contêineres; seis graneleiros/carga geral; 12 barcaças oceânicas; nove tanques/químicos/gaseiros e 22 petroleiros. O dado, segundo a Abac, não considera embarcações afretadas.

A Abac informou que o processo de adesão da subsidiária da Petrobras foi antecedido por diversas conversas entre as partes a fim de que os representantes da Transpetro conhecessem a agenda e como funcionam os comitês internos da associação para assuntos específicos. Os grupos técnicos tratam de temas relacionados a normas da Organização Marítima Internacional (IMO), além de discussões como eficiência energética, saúde, segurança, qualidade na navegação e multimodalidade.

A associação acompanha de perto a tramitação do projeto de lei 4.199/2020 relacionado ao programa de incentivo à cabotagem do governo federal (BR do Mar), que ainda não foi colocado em votação no Congresso. Em junho de 2019, as empresas filiadas à Abac solicitaram o desligamento do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), entidade que também representa o segmento de apoio marítimo, por meio da Abeam.

Cléber disse que a Abac visa ser reconhecida como associação de empresas que efetivamente operam na cabotagem, comprometidas com atividade, investem recursos e tempo para promover a logística de porta em porta, mostrando benefícios e atraindo novos para usuários para o modal. Nos últimos 10 anos, as associadas investiram mais de R$ 5 bilhões em 20 novas embarcações.


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