O tráfego de passageiros entre os terminais hidroviários do Amapá, que transportou mais de 62,1 mil viajantes no ano passado, movimentou R$ 2,9 milhões apenas na comercialização de passagens em 2017, segundo números da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A economia do setor ainda é maior quando considerados os valores do transporte de cargas, que somaram mais de 33,4 mil toneladas. Os números divulgados fazem parte do estudo "Oferta e Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros e Cargas na Região Amazônica".

O levantamento das informações foi feita pela Antaq em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Foram analisados ao longo de dois anos, a movimentação de passageiros e fluxo de cargas em terminais portuários de quatro estados: Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia.

 

Técnicos e acadêmicos também analisaram número de embarcações — Foto: John Pacheco/G1 Técnicos e acadêmicos também analisaram número de embarcações — Foto: John Pacheco/G1

Técnicos e acadêmicos também analisaram número de embarcações — Foto: John Pacheco/G1

O estudo também classificou as estruturas oferecidas nas principais cidades com portos no estado: Macapá, Santana e Laranjal do Jari. Eles foram classificados com deficiências a serem corrigidas.

"De maneira geral, são instalações nas quais inexistem facilidades e postos de serviços públicos. Um ponto crítico de destaque recai sobre a precariedade da acessibilidade, tanto externa ao terminal hidroviário quanto à acessibilidade às embarcações", diz trecho do relatório.

A movimentação interna dos 62,1 mil passageiros no Amapá foi calculada nas duas principais linhas de tráfego dentro do estado: a Bailique-Macapá (157 km de extensão) e a Santana-Laranjal do Jari (192 km de extensão). Ao todo são, 9 terminais atuando com 10 embarcações.

A linha Macapá-Bailique, que não possui escalas na viagem, foi a concentrou o maior número de passageiros no ano passado, com 41.904 viajantes, com tarifa média de R$ 61 por passagem e ocupação média de 63,6% das embarcações. Quase 24 mil toneladas em cargas foram transportadas.

Na Santana-Laranjal do Jari, que tem duas escalas em Jarilândia e Vitória do Jari, movimentou 11.040 passageiros, com uma tarifa média de R$ 80 e ocupação de 70% das embarcações.

Transporte interestadual

O estudo também levantou a quantidade de passageiros entre algumas linhas entre os quatro estados analisados. Partindo do Amapá, a linha com maior fluxo é a Macapá-Afuá (PA), com tráfego de 115.400 viajantes no ano passado, num percurso total de 83 km e tarifa média de R$ 30.

Também registrou grande fluxo, o trajeto Santana-Santarém (PA), com 102.648 passageiros. No transporte de cargas partindo do Amapá ficou o trecho Santana-Belém (PA), com 116.400 toneladas de produtos, sendo a quinta maior de toda a região amazônica.

Fonte: G1

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