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Temporada de cruzeiros injeta R$ 6 milhões em Ilhéus

Ilhéus - Com a chegada de navios de turismo em Ilhéus, no sul da Bahia, visitantes do Brasil e estrangeiros ocupam o centro histórico e o comércio, mudando a rotina da cidade e dinamizando a economia local. A temporada começou em outubro do ano passado e se estenderá até abril, com uma visitação esperada de 130 mil turistas, um aumento de 15% em relação ao último verão. A estimativa da Secretaria de Turismo (Setur) é gerar uma receita média de R$ 6,5 milhões a partir do consumo em lojas, restaurantes, cabanas de praia e artesanato, além de prestadores de serviço. “Esse valor é calculado com base no gasto médio per capita, que é de R$ 50”, explica o secretário Paulo Moreira.

Durante a alta estação, 42 navios vão atracar no porto de Ilhéus, antes só utilizado por navios cargueiros na exportação e importação de cacau e soja. Somente esta semana, oito mil turistas desembarcaram em direção às praias e ao Quarteirão Jorge Amado, para conhecer melhor as belezas naturais e a história da cidade. Um dos pontos de maior visitação é a Casa de Cultura, antiga residência do escritor. No local, um sósia de Jorge Amado, o sargento aposentado da Marinha José Silva, vende bonecos de cerâmica inspirados em seu ídolo - a um preço unitário de R$ 15 - e tira fotos com turistas gratuitamente. “É uma forma de completar minha receita, mas com algo que me diverte”, confessa.

O navio MSC trouxe três mil passageiros do Rio de Janeiro. Alguns visitam Ilhéus pela primeira vez, como a professora Denise Castanho, de Niterói, e a filha, a estudante Cristiane Rocha. “Era um sonho antigo conhecer a cidade e, é claro, vamos voltar com muitas lembranças na memória e na bagagem”, afirma a professora. No Bar Vesúvio, que ambientou o romance de Nacib e Gabriela, o turista experimenta o famoso quibe, herança do árabe da literatura. Muita gente tira foto ao lado da escultura de Jorge Amado, uma forma divertida de eternizar a passagem por Ilhéus, como o médico Marcos Guimarães e a esposa, a dentista Flávia Carvalho.

Para quem quer pagar R$ 2 por um registro fotográfico ainda mais divertido, é só lançar mão do chapelão de fibra de dendê, com 25 quilos e tem 4,5 metros de diâmetro. “É o maior do mundo”, gaba-se o artesão Vanderlei Santos Silva, que chega a faturar R$ 300 em um dia de grande movimento. Em frente à Catedral de São Sebastião, o vendedor de redes Adriano Candeia também tenta cativar o turista e chamar a atenção para o produto artesanal que tem preços variando de R$ 30 a R$ 80.

Ao herdar da avó um ponto de venda de acarajé que funciona há meio século no mesmo local, a baiana Maria das Graças dos Santos mantém o tabuleiro cheio para atender o apetite curioso do turista. “Muitos deles nunca comeram um quitute desse na vida”, diverte-se a vendedora. No porto, o receptivo inclui a oferta de cerca de 230 táxis para o city tour e o deslocamento até as praias. “Nesse período, o taxista tem a possibilidade de uma renda extra, com corridas que variam de R$ 30 a R$ 100, dependendo da distância”, explica Nelson Henrique de Oliveira, presidente do sindicato da categoria que, assim como os demais segmentos da economia, comemora os bons resultados do turismo.

Fonte: AE/Renata Smith


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