Dias 6 e 7 de dezembro acontecerá no Rio de Janeiro (RJ) o “Diálogos Hidroviáveis” – Programa de Integração Permanente de Iniciativas para o Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias Brasileiras. O evento é uma iniciativa do DNIT destinado à promoção do transporte aquaviário, onde serão debatidos temas sobre o potencial deste modal e seu impacto econômico e social para o transporte de cargas e passageiros e o escoamento da produção agropecuária pelos rios navegáveis da Amazônia.

O objetivo é apresentar o atual estágio de implantação desta infraestrutura, seu planejamento, entraves e impactos, regionais e nacional, visando ações viáveis de curto e médio prazo para o fomento deste modal, notadamente neste momento de transição política nos principais níveis decisórios do país, em que se evidenciou para toda população a grande dependência do transporte rodoviário.

O primeiro tópico a ser abordado será a segurança no setor aquaviário, tema de destaque em nível nacional que ganhou visibilidade em razão dos recentes casos de ataques às embarcações na região norte na forma de pirataria, bem como às abordagens para o embarque de drogas através do Porto de Santos. 

 

Em ambos os casos, que foram amplamente divulgados pela mídia e trazem instabilidade, prejuízos e insegurança para toda população, a introdução de tecnologia, inteligência e prevenção é a forma mais eficiente para mitigação deste problema. Para isso, será apresentado o sistema de rastreabilidade e monitoramento utilizado para dotar as forças de segurança de ferramentas adequadas, que permitam a pronta resposta e a integração de informações em todos os órgãos de governo, modelo utilizado nos grandes eventos internacionais realizados na cidade, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

No caso do estado do Rio de Janeiro, é fundamental destacar os estudos para implantação do “Hidroanel da Baía da Guanabara”, um planejamento hidroviário estratégico que possibilitará dotar os municípios que compõem a Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara de um estruturado e inteligente sistema de transporte hidroviário, baseado em diversos modelos de negócio, que poderão atender de forma muito mais lucrativa e eficiente, ao transporte

de passageiros e cargas que todos os dias transitam entre a baixada fluminense, e os municípios do arco metropolitano do Rio de Janeiro.

Já com relação à “Hidrovia do Tietê / Paraná,” uma das maiores e mais importantes do sistema hidroviário em funcionamento no país, serão abordados os impactos do recente aporte de R$180 milhões de reais para o derrocamento do Pedral de Nova Avanhandava, visando aprimorar a navegabilidade do Rio Tietê através do aumento do seu calado para navegação das barcaças que transportam a safra de grãos dos estados de Goiás, Minas, Mato Grosso e São Paulo, bem como sua intermodalidade com a ferrovia em direção ao porto.

Concluindo a abordagem às hidrovias do Sudeste, será apresentado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental – EVTEA para implantação da “Hidrovia do Lago de Furnas”, que foi formado na década de 1960, com a construção da hidrelétrica, e é a maior extensão de água de Minas Gerais, banhando 34 municípios, com área inundada de 1.406 km quadrados. A Hidrovia já existe, mas é necessário criar os mecanismos para utilizá-la como carta náutica e sinalização. Será uma forma mais barata e eficiente para transportar a forte produção regional às margens do lago, desafogando as rodovias da região que já não comportam o tráfego intenso de veículos pesados. O cálculo inicial para a implantação da hidrovia no Lago de Furnas é de R$ 10 milhões para interligar o trecho de aproximadamente 250 Km entre Alfenas e Formiga. 

O pré-projeto considera ainda a construção de portos para conciliar tanto o turismo quanto o transporte de cargas ao longo do trajeto, com forte potencial para insumos e produção agropecuária. Só no setor turístico, existem nesta região mais de 250 empreendimentos entre hotéis, pousadas e clubes náuticos.

Completando a programação, acontecerá um workshop voltado inteiramente para a “Hidrovia do Rio Madeira”, corredor logístico fundamental para o escoamento da produção agropecuária do Centro-Oeste e de Rondônia. De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos este ano poderá chegar a 225,6 milhões de toneladas. O Mato Grosso é o Estado que tem a maior produção nacional de soja, mas apenas 25% da colheita desse grão será feita por ferrovias e hidrovias, modais de transporte com custo bem inferior ao modal rodoviário.

Serviço: informações pelo site https://goo.gl/nWd2es

Fonte: Assessoria de Comunicação

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