Problemas na cadeia de suprimentos serão agravados pela falta de marítimos ucranianos e russos

Oficiais e tripulantes da Rússia e da Ucrânia representam 14,5% da força de trabalho marítima global

A Câmara Internacional de Navegação (ICS), que representa 80% da frota mercante mundial, alertou que a atual interrupção da cadeia de suprimentos será exacerbada por um déficit na força de trabalho, devido à invasão russa da Ucrânia.

O "Seafarer Workforce Report", publicado em 2021 pela BIMCO e pelo ICS, relata que 1,89 milhão de marítimos operam atualmente mais de 74 mil navios na frota mercante mundial.

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Para manter os níveis comerciais, esses marítimos devem poder ingressar e desembarcar de navios livremente em todo o mundo. No entanto, os voos de e para a região em conflito foram cancelados. Os temores sobre a segurança da tripulação e o aumento dos prêmios de seguro para o envio de navios para a Ucrânia ou a Rússia também desencorajam os armadores a enviar navios para esses países.

Do total de trabalhadores marítimos, 198.123, ou 10,5% do total, são russos, dos quais 71.652 são oficiais e 126.471 são marinheiros. A Ucrânia tem 76.442 (4%) marítimos, dos quais 47.058 são oficiais e 29.383 são marinheiros. Juntos, eles representam 14,5% da força de trabalho global do setor.

O alerta do ICS ocorre antes de uma reunião extraordinária da ONU, sob os auspícios da Organização Marítima Internacional (IMO), onde a indústria apresentará um plano de oito pontos sobre como garantir o bem-estar dos marítimos. Isso incluirá apelos aos Estados para garantir que os marítimos tenham acesso aos seus salários e para o estabelecimento de corredores seguros para os navios partirem dos portos da Ucrânia.


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