Maior empresa de frete marítimo da China, Cosco amplia para 67% sua fatia no porto de Pireu

A estatal China Cosco Shipping, a maior empresa de frete marítimo da China, aumentou sua participação no capital do maior porto da Grécia para 67%, o que dá à empresa o controle sobre um importante elo no projeto de infraestrutura Belt and Road Initiative (BRI, ou Rota da Seda) administrado pela China.

Um evento foi realizado na segunda-feira para marcar a conclusão da transferência para a Cosco de uma participação adicional de 16% no porto de Pireu, no Mar Mediterrâneo, um centro de navios porta-contêineres para a Europa, Oriente Médio e Norte da África.

A Cosco diz que o envolvimento da China no Pireu ajudou no desenvolvimento do porto, citando o aumento do tráfego de contêineres. Mas a presença chinesa continua controversa, tanto entre os locais que acusam a Cosco de não cumprir suas obrigações, quanto entre países como os Estados Unidos, que expressaram preocupação com possíveis usos militares.

A Cosco adquiriu uma participação de 51% na operadora Piraeus Port Authority em 2016 por cerca de 280 milhões de euros (US$ 326 milhões a taxas atuais). A companhia não deu detalhes sobre o investimento adicional.



Com a segunda fase de aquisição de ações, o transportador expandirá sua receita e lançará novas rotas de transporte para transformar o porto em um centro de distribuição de logística regional, disse o presidente Xu Lirong, de acordo com um anúncio na segunda-feira.

"A empresa pretende ajudar o porto de Pireu a fortalecer sua posição como um importante entreposto no Mediterrâneo e se tornar uma importante ponte de civilização, economia e amizade entre a China e a Grécia sob a Belt and Road Initiative", disse o comunicado.
O acordo de 2016 estipulava que a Cosco receberia a participação adicional apenas se concluísse os investimentos no porto no valor de 300 milhões de euros até 2021. A lista de projetos prometidos incluía a ampliação da capacidade dos navios de cruzeiro e o incremento da infraestrutura de construção naval, mas a maioria permanece incompleta, informou o jornal inglês “Financial Times”.

Fonte: Valor

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