Mais de 940 mil m³ foram dragados do rio Madeira em 2018, a informação foi dada na última semana pelo tecnólogo naval com especialização em sistemas fluviais, Fernando Alonso Martinez, um dos responsáveis pela supervisão da atividade no rio Madeira. “O rio Madeira possui algumas particularidades como a variação de 10 a 14 metros de nível e a vazão de 24 mil m³ de água por segundo, que pode ser comparado ao rio Mississipi nos EUA, além da sua extensão, que supera os mil quilômetros”, comentou Alonso.

A prestação de serviço durante a estiagem é importante para garantir a segurança da navegação e a capacidade logística da hidrovia em trechos críticos, que são escolhidos a partir de estudos com base em levantamentos batimétricos atuais e dados de sondagens anteriores. Além disso, o DNIT mantém um canal de comunicação aberto com os usuários da hidrovia sobre problemas e sugestões relativos a navegação no rio Madeira.

A bióloga Caroline Vivian Smozinski, que também acompanha os serviços de dragagem, relatou aos estudantes que o monitoramento ambiental dos pontos dragados é constante, e que não foram encontrados metais pesados, uma das preocupações da equipe. “Encontramos apenas nitrito e nitrato em quantidades acima do que é preconizado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entretanto não encontramos valores significativos de mercúrio, situação que também foi observada em trechos sem a atividade de dragagem”.

 

Toda a atividade é acompanhada, monitorada e fiscalizada por técnicos do DNIT, que avalia a execução dos serviços, garantindo a efetiva aplicação do recurso público e a melhoria significativa da navegabilidade para a economia da região.

As atividades de dragagem do rio Madeira em 2018 foram encerradas em função da elevação natural do nível do rio, que acontece neste momento. A expectativa é que as operações retornem em junho de 2019.

Fonte: Rondônia ao Vivo

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