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COP-15 - Antaq defende hidrovias na conferência

A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) defendeu, na 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP 15), na Dinamarca, em Copenhague, a ampliação do uso das hidrovias como uma forma de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2). O diretor da Antaq, Tiago Lima, falou sobre o sistema de transportes do país no Espaço Brasil — parte da conferência reservada para as apresentações da delegação brasileira — demonstrando como a ampliação das hidrovias pode ser uma alternativa para minimizar os impactos gerados pela frota rodoviária. A plateia era constituída de muitos empresários e Organizações Não Governamentais (ONGs) brasileiras e investidores estrangeiros.
Lima apresentou estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que afirmam que 90% das emissões de CO2 provenientes do transporte, no Brasil, vêm do modal rodoviário, contra 7,6% do aéreo, 0,4% do ferroviário e 2% do hidroviário.
Ele afirmou também que a emissão de CO2 (gramas/tonelada por quilômetro útil) é muito maior no modal rodoviário (164), do que no modal hidroviário (33,4). As emissões deste último modal conseguem ser ainda menores do que a das ferrovias (48,1).
O levantamento da Antaq, apresentado por Lima, está afinado com o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), que quer elevar a participação das hidrovias no total do transporte brasileiro dos 13%, apontados em 2005, para 29%, em 2025.
Para alcançar este objetivo, Lima defendeu investimentos públicos de R$ 1 bilhão na hidrovia do Madeira, o que aumentaria a navegabilidade da hidrovia em mil quilômetros; R$ 2,5 bilhões na hidrovia do Teles-Pires – Tapajós, que teria a navegabilidade ampliada em 1.200 quilômetros; 1,1 bilhão no Araguaia – Tocantins, para aumentar a navegabilidade em 2.270 quilômetros; 2,5 bilhões na Tietê – Paraná, que, com isso teria mais 659 quilômetros navegáveis; e 100 milhões nas hidrovias do Sul, para gerar um aumento de 250 quilômetros na navegabilidade.
Além disso, o diretor da Antaq afirmou que também seriam necessários investimentos da ordem de R$ 230 milhões no São Francisco para viabilizar a navegação nos 1371 quilômetros da hidrovia; e de R$ 178 milhões no Parnaíba para que a hidrovia de 850 quilômetros pudesse permitir a navegação comercial.
Lima defendeu também o investimento de R$ 40 milhões em dragagens, derrocamentos e sinalização na hidrovia Paraguai – Paraná.
Segundo as estimativas da Antaq, sem estes investimentos, serão movimentados 8,6 milhões de toneladas da safra brasileira de grãos por hidrovias, em 2018/2019, o que representará 4,79% do total da safra. Com os investimentos, no entanto, 51,2 milhões de toneladas, ou 28,44% do total da safra de 2018/2019, poderiam ser transportados através dos rios.
Isso implica dizer que, com os investimentos, 42,6 milhões de toneladas de carga rodoviária seriam absorvidas pelas hidrovias, gerando uma redução de 56% de emissões no transporte da safra brasileira de grãos de 2018/2019.
Na atual safra devem ser movimentadas 6,5 milhões de toneladas de grãos via hidrovias, ou 4,79% da produção brasileira de grãos de 140 milhões de toneladas, também segundo dados da Antaq.





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