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Carnival espera prejuízo de US$ 2,86 bi no 3º tri e diz que vai reduzir frota

A companhia de cruzeiros turísticos Carnival afirmou nesta terça-feira que vislumbra uma perda de US$ 2,86 bilhões no terceiro trimestre após os dados de agosto, período que não teve nenhum de seus cruzeiros operando devido à pandemia, além da remoção de navios mais antigos.

No período, o prejuízo em base ajustada foi de US$ 1,7 bilhão, enquanto que no terceiro trimestre do ano passado a empresa havia registrado lucro de US$ 1,78. O prejuízo preliminar da Carnival, no entanto, foi menor do que o prejuízo de mais de US$ 4 bilhões registrado no segundo trimestre.

Nos EUA, os operadores de cruzeiros concordaram em suspender as viagens até o final de outubro, um mês após a proibição de cruzeiros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. A Carnival voltou a navegar no dia 6 de setembro pela Costa, sua marca italiana, após um hiato de um mês causado por surtos nos navios. Sua marca alemã, AIDA, reiniciará as operações no outono (no hemisfério norte).

A maior operadora de cruzeiros do mundo registrou perdas preliminares em vendas de navios e prejuízos de US$ 937 milhões, mais do que o intervalo entre US$ 600 milhões e US$ 650 milhões que originalmente projetava.


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A empresa disse que 18 de seus navios menos eficientes saíram ou deverão deixar sua frota, representando 12% da capacidade de pré-covid e 3% da receita operacional em 2019.

A Carnival disse que as reservas antecipadas para o segundo semestre de 2021 disponíveis para venda estão no limite superior da faixa histórica.

A Carnival afirmou também que espera que apenas dois dos quatro navios originalmente programados para entrega em 2020 sejam entregues até o final do ano, e apenas cinco dos nove navios originalmente programados para entrega no ano fiscal de 2020 e 2021 devem ser entregues até o final de 2021.

Fonte: Valor


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