As temperaturas estão aumentando no Ártico, tanto no sentido literal como no geopolítico. Com o aquecimento global derretendo o gelo marinho no extremo norte do planeta, a região está se tornando uma área de desenvolvimento. Grandes potências como Rússia e China já estão tentando controlar os recursos e as rotas de transporte da região. Isso cria, também, uma área com riscos de conflito.

Em março, um grande navio carregando gás natural liquefeito (GNL) deixou a península de Yamal, que se projeta do noroeste da Sibéria e contém algumas das maiores reservas de gás do mundo, transportando o primeiro carregamento de GNL para a Índia, por meio das águas do Ártico via Estreito de Bering. A Novatek, gigante russa do setor de energia, está produzindo GNL em Yamal.

O derretimento do gelo no Ártico está abrindo rotas de navegação antes consideradas impossíveis, com grandes implicações econômicas e geopolíticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou empresas americanas a explorarem petróleo na região, possibilidade vetada por seus antecessor, Barack Obama. A China, por sua vez, anunciou uma "estratégia Ártica" e, neste momento, financia parte do desenvolvimento do projeto de GNL dos russos.

 

Fonte: Valor