Com apenas dois meses de trabalho garantidos, o Vard Promar agora tem mais chances de continuar funcionando. É que o estaleiro, situado no Complexo de Suape, está entre os finalistas do edital que vai licitar a construção de quatro corvetas para a Marinha. O resultado da licitação, porém, só sai em dezembro, quando o Vard deve entregar o último navio da Transpetro. Por isso, mesmo que ganhe o certame, o estaleiro pode demitir parte dos seus 500 funcionários em 2019.

Além do Vard, outros três consórcios estão na fase final do certame, avaliado em US$ 1,6 bilhão. “Mas nós estamos confiantes por uma série de razões. A primeira delas é o fato de que nós somos a única empresa com estaleiro no Brasil”, afirmou o vice-presidente sênior do Vard Promar, Guilherme Coelho, explicando que os outros finalistas são encabeçados por empresas estrangeiras que fizeram parceria com estaleiros da Bahia, São Paulo e Santa Catarina para poder construir os navios em território brasileiro, como exige o edital. 

“Além disso, nós entregamos a única proposta de propriedade da Marinha. Os outros querem construir as corvetas com projetos próprios. Já nossa ideia é usar o projeto da Marinha e desenvolver apenas a tecnologia dos sistemas de combate”, acrescentou Coelho, pontuando que essa tecnologia será transferida para a Marinha para facilitar a manutenção futura dos navios.

 

Outro fator que pesa a favor do Vard, segundo Coelho, é o fato de estaleiro já ter construído embarcações de alta complexidade. Afinal, para a Marinha, as corvetas se distinguem dos demais navios escolta pela “versatilidade, capacidade de detecção, mobilidade e autonomia para a patrulha de extensas áreas marítimas na defesa dos interesses econômicos nacionais”. 

O vencedor da licitação, porém, só deve sair em dezembro, o que estende para 2019 ou até 2020 o início da construção das corvetas. Por isso, o Vard admite que deve efetuar demissões mesmo se vencer o edital da Marinha. “A questão é quanto vamos reduzir e quando vamos recontratar esse pessoal”, pontuou o executivo, lembrando, porém, que essa licitação será muito importante para a manutenção da mão de obra do Vard. Afinal, as corvetas são a esperança mais factível de sobrevivência do estaleiro e podem garantir trabalho para o empreendimento por até seis ou oito anos.

Por conta disso, as corvetas foram assunto até da reunião realizada nessa terça-feira (16) pelo Comitê Empresarial da Indústria da Defesa da Fiepe - a primeira após a fábrica suíça de munições Ruag desistir de se instalar em Pernambuco. “Discutimos como nosso parque industrial pode se tornar fornecedor do Ministério da Defesa. E, agora, temos uma oportunidade com a construção desses navios”, explicou o presidente do comitê, José Antonio Simón.

EAS

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) também está buscando novos contratos para poder continuar funcionando, já que só tem encomendas até meados do ano que vem. A esperança do empreendimento, porém, está na iniciativa privada. É que, no mês passado, o EAS assinou um memorando de intenções para a construção de dois navios conteineiros para a empresa Aliança, do grupo Maersk. Agora, o estaleiro busca financiamento com o Credit Suisse para avançar com esse contrato.

Fonte: Folha de Pernambuco

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