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‘Subsea’ - Governo do estado do Rio discute polo

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro (Sedeis) planeja atrair fornecedores de equipamentos submarinos (subsea) da cadeia de petróleo e gás, para atender à Petrobras e outras empresas. A iniciativa permitirá, no estado, a expansão do polo de subsea, área, em que já está prevista, só por parte da Petrobras, a encomenda de US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos. 

A Sedeis apresentou, em evento no dia 17 de abril, detalhes da estruturação do polo fluminense de subsea. Nessa primeira reunião, convocada pela Secretaria para articular os fabricantes de equipamentos submarinos de grande porte, e discutir a modelagem institucional do polo subsea, participaram cerca de 50 representantes das principais empresas fabricantes de equipamentos e fornecedoras diretas às operadoras.

“Esse foi um primeiro passo para começar a concretizar o polo de subsea”, avaliou o subsecretário estadual de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis. Hoje, existem na cidade do Rio 35 empresas de subsea, das quais 27 de serviços e oito de produtos, que empregam quase 1,2 mil funcionários. A ideia do novo polo é atrair fornecedores do segundo e terceiro elo dessa cadeia, contribuindo para a consolidação da diversificação da economia fluminense. Entre os equipamentos de subsea estão árvores de natal molhadas, cabeças de poço e conexões.

A modelagem do polo fluminense do setor começou a ser discutida há seis meses em parceria que envolve, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Petrobras, Firjan, IBP, Onip, Sebrae-RJ e Rio Negócios. O diretor de Política Industrial e Novos Negócios da Codin, Alexandre Gurgel, e o presidente da AgeRio, José Domingos Vargas, também apresentaram durante a reunião no Cenpes os mecanismos de atração de investimentos do governo do estado. Entre eles estão a concessão de incentivos fiscais e tributários, a disponibilização de um banco de áreas para novos empreendimentos, a busca de infraestrutura – como, por exemplo, água e gás – e a oferta de financiamentos.


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Alexandre Gurgel também reafirmou a disponibilização de uma área especial, em Duque de Caxias, para novos fornecedores de subsea. O espaço, que já dispõe de licença prévia de instalação, tem dois milhões de metros quadrados — tamanho máximo das áreas industriais da Codin. Outro espaço cogitado para nova oferta de indústria e serviços do setor foi apontado na reunião pelo diretor executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad. A área tem cerca de 20 mil metros quadrados e tem como limites Benfica e Manguinhos, mais voltada para empresas tecnológicas.

Já o presidente da AgeRio ressaltou que a Agência Estadual de Fomento está prestes a aumentar de R$ 30 milhões para R$ 80 milhões sua linha de Credenciamento de Agente Financeiro da Finep.

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