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SC recebe mapeamento marinho feito por EBX para projeto de estaleiro

Santa Catarina perdeu para o Rio de Janeiro o estaleiro da empresa OSX, de Eike Batista, mas pelo menos ficou com o estudo que baseou o projeto. No dia 19 de setembro, o empresário doou para a Secretaria de Portos da Presidência da República o mapeamento marinho da Baía de Canasvieiras de Florianópolis. Esse estudo será dispobillizado para a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) e para Marinha, o que deverá acelerar o início do turismo de cruzeiros na Capital.

Um levantamento como esse custaria até R$ 150 mil para o município, segundo Ernesto São Thiago, diretor de Turismo da Acif e consultor de projetos náuticos. Ernesto acrescenta que o mapeamento é o passo inicial do turismo de cruzeiros em Florianópolis, que, até agora, não conta com nenhum píer, nem para escala nem para embarque de navios.

O diretor explica que as companhias de cruzeiro vão, agora, analisar o estudo e decidir, em seguida, se podem começar a fazer escalas-teste ainda nesta temporada em Florianópolis. As escalas oficiais podem começar na temporada seguinte à dos testes.

De acordo com Ernesto, fazer um píer para as escalas, com os tênderes, aquelas embarcações que transportam os turistas até a costa, é bem mais simples e barato do que para atracação de cruzeiros. O de Portobelo, por exemplo, construído com recursos do município e do governo federal, custou R$ 1,5 milhão. No entanto, o ideal para Florianópolis, segundo o diretor da Acif, é ter um cais equipado para o ponto inicial e final dos navios. E o custo para isso partiria de R$ 150 milhões.

— Florianópolis é o segundo destino mais solicitado para escalas de cruzeiros no Brasil, uma enorme demanda reprimida, portanto. Não é apenas um píer que se precisa implantar aqui, mas o que eu chamaria de Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, um home port. Centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros partiriam de Florianópolis para seus cruzeiros e aqui chegariam ao final deles, dinamizando a economia de toda a região, a começar pela hotelaria — analisa.

Terreno de Eike sem definição de investimentos

Depois de ter desistido de instalar um estaleiro da empresa OSX em Biguaçu, o braço imobiliário do Grupo EBX, a empresa REX, de Eike Batista, propôs investir em um terreno de sua propriedade, no mesmo município. A área de 2,7 milhões de metros quadrados abrigaria um complexo logístico, com armazéns, escritórios, área de aduana, hotel, shopping de outlet e opções de lazer. No entanto, mais de um ano depois da última reunião com o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, nada aconteceu.

A assessoria de imprensa da REX informou que a empresa continua estudando a viabilidade do projeto para o terreno que possui em Biguaçu. Já o secretário de Planejamento e Gestão de Biguaçu, Felipe Azmuz, diz que, após as eleições, a prefeitura irá retomar o contato com a empresa de Eike Batista para os investimentos no município.

O diretor de Turismo da Acif Ernesto São Thiago se aproximou de Eike Batista através do Twitter. O empresário bilionário criou o grupo G10, dos twitteiros com quem mais se comunicava no microblog. Um dos escolhidos foi Ernesto. Em 2010, o diretor da Acif participou de uma reunião fechada na sede da EBX, no Rio de Janeiro, que durou quatro horas. Desde lá, os dois trocam emails e twittes sobre vários assuntos, desde pessoais até negócios em Santa Catarina.

Fonte: A Notícia/SC / Janaina Cavalli

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