A Petrodin Offshore fechou recentemente parceria para representar uma empresa chinesa no Brasil. A representante, que vê oportunidades no mercado brasileiro e sul-americano, está em busca de contratos com petrolíferas que vão explorar blocos em águas rasas. A parceria tem como objetivo trazer para o Brasil três sondas de perfuração atualmente paradas no estaleiro chinês. A empresa espera um reaquecimento do setor de petróleo e gás, em especial nas atividades de perfuração, a partir do final de 2019. Para este período, também existe expectativa de demanda por descomissionamento de poços a serem desativados na Bacia de Campos.

Uma das apostas da Petrodin é um tipo de embarcação híbrida para perfuração em águas rasas. O equipamento utiliza a energia ociosa produzida pelos motogeradores para carregar bancos de baterias. Essa energia híbrida é usada nos equipamentos de perfuração como complemento quando a demanda dos equipamentos atinge o pico, diminuindo o número de unidades ligadas ao mesmo tempo. O resultado é a economia de combustível, além de menos manutenções e redução na descarga de poluentes. "A tecnologia já foi estudada para implementação. Outras estão em desenvolvimento, captando energia de certos equipamentos em movimento para carregar o banco das baterias", conta o diretor da empresa, Mats Rosengren, que não deu mais detalhes pois a solução está em fase de patenteamento.

A Petrodin pretende atuar com descomissionamento na Bacia de Campos e na exploração em novas áreas, como a Bacia das Malvinas (Argentina) — caso ela seja aberta para exploração durante os meses de verão. No radar também estão atividades relacionadas à exploração em águas brasileiras com profundidade além da capacidade de uma plataforma do tipo jack-up (autoelevatória) e rasa demais para uma plataforma de perfuração com sistema dinâmico.

A Petrodin oferece serviços voltados ao gerenciamento de embarcações, contratos, projetos e investimentos. A empresa possui em seu portfólio serviços relacionados a flotéis (UMS – unidade de manutenção e segurança), produção com FPSOs (unidades flutuantes de produção e armazenamento), perfuração, construções submarinas, conversões e reparos de embarcações. A empresa também busca desenvolver soluções nos requisitos para sistema de transferência simplificado entre embarcações em instalações offshore. A Petrodin identifica demanda crescente por FPSOs para águas profundas e ultraprofundas. Nesse nicho a empresa oferece suporte para sistemas de EPS (Early Production System), que consistem em conceitos de produção inicial em águas profundas.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

 

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