A Petrobras não conseguirá atingir sua meta de desinvestimentos de 21 bilhões de dólares para o biênio 2017 e 2018, devido a impasses judiciais para vender importantes ativos, como a unidade de gasodutos no Nordeste (TAG) e fatias em refinarias, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da estatal, Ivan Monteiro.

Entretanto, o executivo reiterou que a petroleira irá atingir o indicador de alavancagem de 2,5 vezes (dívida líquida sobre Ebitda) no fim do ano, conforme previsto anteriormente, destacando bons resultados de política de preços de combustíveis da empresa e a recuperação dos preços do petróleo, entre outros fatores.

A grande meta de vendas de ativos e parcerias foi traçada como forma de adaptar o portfólio da empresa mais focado em ativos que deem retorno financeiro, como a produção do pré-sal, e também para ajudar a reduzir a enorme dívida da empresa, uma das maiores para uma companhia de petróleo no mundo.

 

Em entrevista a jornalistas para comentar os resultados trimestrais da empresa, Monteiro afirmou ainda que processos de vendas de ativos em curso não tiveram influência das eleições.

O processo de venda da TAG e das refinarias foi suspenso após uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que exigiu que vendas de subsidiárias por estatais sejam aprovadas antes pelo Congresso. Para vender, a empresa precisa derrubar a decisão do tribunal.

"A gente não vai conseguir fazer essa meta... por conta de decisão judicial, a gente não consegue levar a diante...", disse Monteiro.

Segundo ele, nos três primeiros trimestres, a empresa somou entrada de caixa com desinvestimentos de 5 bilhões de dólares e outros podem ser fechados até o fim do ano --os diretores não foram claros sobre o total esperado em vendas e parcerias no biênio 2017-2018.

Questionado, o executivo confirmou que está em negociações avançadas para a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A Reuters publicou, com informações de fontes, que a empresa está em negociações com a Chevron para a venda do ativo.

Sobre a possibilidade de vender sua participação na Braskem, Monteiro voltou a dizer que aguarda as conversas exclusivas que estão em curso para uma possível venda da participação da Odebrecht na petroquímica para a LyondellBasell.

Dependendo do negócio, a Petrobras poderá avaliar vender também sua participação ou manter.

"A gente aguarda o resultado dessas negociações para que possa submeter à governança da Petrobras, à diretoria executiva e Conselho de Administração qual será a decisão", disse Monteiro.

A expectativa é registrar no fim do ano 68 bilhões de dólares em dívida líquida, ante 72,9 bilhões de dólares no fim do terceiro trimestre.

Fonte: Extra

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