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P-53: em ritmo de 14 por 21

O jornal ZH faz uma visita um ano depois que a plataforma montada em Rio Grande começou a operar em Marlim Leste

Acaba de completar um ano de operação no campo de Marlim Leste, na costa do Estado do Rio de Janeiro, a primeira plataforma de petróleo finalizada no Rio Grande do Sul. Estreia do polo naval de Rio Grande no promissor mercado de exploração, a P-53 atingiu produção diária de 100 mil barris de óleo por dia, com apenas sete dos 13 poços produtores que deverão estar em operação até o final de 2010. A capacidade total, então, será de 180 mil barris diários.

Folga longa, trabalho intenso

Depois de acompanhar passo a passo os marcos da construção da P-53 – desde a atracação do casco do navio Setebello em Rio Grande, no emblemático 20 de setembro de 2007 até 2 de outubro de 2008, quando rebocadores começaram a levar a unidade até seu local de trabalho – Zero Hora fez uma visita à plataforma, hoje ancorada a 120 quilômetros mar adentro a partir das praias de Macaé, cidade a 180 quilômetros da capital fluminense.


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Confinamento bom, só no BBB

Como era de se esperar de um gigante de berço gaúcho, encontrou chimarrão e especialistas em churrasco. Mas também uma mistura de sotaques que ultrapassa fronteiras. No dia da visita, em novembro, uma equipe do canal de TV britânico Channel Four também passava pela experiência de encontrar um conterrâneo na P-53: um técnico do País de Gales estava embarcado.

Chama alta é um alerta

Embarcado é uma palavra crucial no dia a dia das plataformas de petróleo. Para chegar à P-53, que está a 120 quilômetros da costa – os campos gigantes do pré-sal ficam a uma distância média de 300 quilômetros – é necessária uma viagem de helicóptero de 50 minutos. Dependem desse meio de transporte, além das mais de 200 pessoas na P-53, as cerca de 50 mil que se movimentam ao sabor das ondas só na Bacia de Campos.

Segurança acima de tudo

Esse contingente tem uma rotina de trabalho bastante diferente da média. Para funcionários da Petrobras, são 14 dias de trabalho na plataforma seguidos de 21 de folga – o esquema chamado entre eles simplesmente de 14 por 21. Para os prestadores de serviços contratados, o regime é de 14 dias embarcados para 14 livres.

Apesar do tamanho da folga, a carga horária está longe de ser leve. Para técnicos, por exemplo, nos primeiros sete dias a jornada vai das 7h às 19h, e na parte complementar, o horário inverte: das 19h às 7h. Isso sem contar eventuais emergências, que têm de ser atendidas sempre pela mesma equipe embarcada.(Fonte: Zero Hora/RS/Marta Sfredo)

 

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