A Marinha do Brasil (MB) vai examinar, no período de 6 a 8 de novembro, temas ligados à propagação acústica submarina, ao processamento de sinais acústicos submarinos e aos sistemas de sonar.

Os debates acontecerão no Auditório do Centro de Gestão Tecnológica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), situado na Cidade Universitária (Ilha do Fundão), durante o XIII Encontro de Tecnologia em Acústica Submarina (XIII ETAS), organizado pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e pela COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade).

O evento integra o calendário de atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação da MB para 2018, gerenciado pela Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, e contará com a ativa participação de oficiais do Comando da Força de Submarinos.

 

As linhas de discussão estão sendo preparadas no momento em que a Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha avalia dar respaldo ao aproveitamento do Projeto Sonar Nacional Ativo (SONAT), do IPqM, na revitalização dos sonares das fragatas Classe Niterói.

A substituição desses sonares antigos vem sendo pesquisada há mais de um ano, e estava prevista para acontecer nessa metade inicial de 2018, mas não há informações de que tenha sido realizada.

Fonte da Marinha ouvida pelo Poder Naval diz que o serviço de revigoramento de diferentes sistemas das fragatas foi adiado para o segundo semestre (ainda que sem uma confirmação de que ocorrerá efetivamente).

Fórum – O sonar ativo possui transmissores acústicos e emitem sinais que, ao serem refletidos por obstáculos submarinos, retornam na forma de “ecos”, processados pelo sistema, gerando informações como distância e marcação (direcionamento angular) do contato.

Os transdutores, elementos sensores do SONAT, foram desenvolvidos no Tanque Hidroacústico do Grupo de Sistemas Acústicos Submarinos (GSAS) do IPqM – especialmente projetado para a condução de ensaios acústicos submarinos.

O ETAS tem por finalidade ser um fórum nacional apto a reunir representantes da MB, da indústria, do meio acadêmico e dos centros de investigação tecnológica que atuam na área de engenharia de equipamentos acústicos, de geoacústica, oceanografia acústica, posicionamento acústico, sistemas sonar e tecnologia e caracterização de materiais piezoelétricos.

O GSAS pesquisa softwares de extrema importância para o desempenho operacional das tripulações de submarinos, como o de reconhecimento de padrões sonoros e os que simulam ruídos de navios.

A seu cargo estão também, além do desenvolvimento do sonar ativo, o Sonar Passivo Nacional (SONAP), o Sistema de Sonar Passivo Rebocado (SSPR) e um Sistema de Simulação para Treinamento Sonar.

O avanço dessa investigação científica (no âmbito de um país que privilegia muito pouco o conhecimento científico) é lento, mas cada passo à frente é festejado como uma grande conquista.

No evento de novembro será realizado também o III Workshop do Projeto de Monitoramento da Paisagem Acústica Submarina da Bacia de Santos (PMPAS-BS), empreendimento conduzido pela PETROBRAS para atender às solicitações do IBAMA no âmbito do processo de licenciamento ambiental da Etapa 2 do pré-sal.

Fonte: Naval

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