Uma licitação de pelo menos US$ 1,6 bi aguarda na gaveta a posse do novo Presidente da República. A Marinha divulgou em outubro a lista dos 4 consórcios selecionados numa licitação lançada ainda em junho, o Projeto Tamandaré, na qual se inscreveram 9 grupos para a fabricação de navios escolta.

A decisão final, inicialmente prevista para o fim de 2018, acabou adiada para o primeiro trimestre de 2019. Nos consórcios selecionados, figuram empresas como Embraer, Weg e Wilson Sons, além de grupos internacionais da França, Alemanha e Itália como Ficantieri, Thyssenkrupp Marine, Damen Schelde e Saab AB.

A Marinha diz ainda não ter conversado com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse em 1 de janeiro. O vice-almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor de gestão de programas da Marinha, disse que os critérios abrangem desempenho do navio, ciclo de vida, modelo de negócios e participação da indústria nacional, segundo entrevista por email à Bloomberg. Segundo ele, "houve a necessidade de postergar o prazo para permitir os refinamentos das propostas e negociações posteriores, a fim de garantir as condições apropriadas à decisão da melhor oferta", segundo resposta por email sobre o adiamento da escolha.

 

A licitação envolve navios de combate de superfície, capazes de enfrentar ameaças aéreas, outros navios e submarinos. O projeto Classe Tamandaré envolve corvetas ou fragatas leves. A licitação em aberto envolve a escolha de um consórcio para produzir 4 corvetas.

"O projeto trará a possibilidade de geração de cerca de 2.000 empregos diretos, além dos indiretos, com o envolvimento das empresas nacionais de construção naval, bem como da base industrial de defesa, disse o vice-almirante.

Definir o vencedor dessa licitação não será o único desafio do futuro governo: a Marinha tem hoje 11 navios escolta, com idade média de mais de 30 anos, próximos do fim de sua vida útil.

"A Marinha precisará repor os navios que vão sair de serviço para não ter sua capacidade mínima de combate ainda mais comprometida. Até 2025 pelo menos mais seis navios serão desativados, pois sua vida útil está chegando ao fim", disse o ex-integrante da Marinha e consultor em assuntos militares Alexandre Galante.

"A Marinha tinha o projeto Prosuper, engavetado durante o governo Dilma, que previa a aquisição de 5 navios escolta de 6.000 toneladas de deslocamento, ou seja, navios com o dobro do deslocamento do Projeto Tamandaré ora em curso", disse. "O Prosuper deve ser retomado tão logo a situação econômica permita e mais um lote de corvetas Tamandaré deve ser encomendado no futuro", acredita. Compras de oportunidade podem surgir para preencher a lacuna deixada entre a desativação dos navios atuais e a entrada em serviço dos novos navios, disse o consultor.

Fonte: Uol

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