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Limitação de fornecedor já atrasa projetos, diz Petrobras

Para o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, o principal desafio para o próximo ano será estruturar rede de fornecedores O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse ontem que o principal desafio da empresa para 2010 é estruturar uma rede de fornecedores que consiga suprir a sua demanda de equipamentos e serviços pelos próximos anos.

Entre as iniciativas tomadas para atingir esse objetivo, Gabrielli citou o investimento no treinamento de funcionários dessas fornecedoras. De acordo com ele, já são 207 mil profissionais -de "engenheiros mais especializados até pedreiros"- de outras empresas sendo capacitados pela Petrobras. "Nosso principal desafio é fazer com que a cadeia de fornecedores continue crescendo e sendo capaz de atender no prazo e no custo adequado o que nós necessitamos para fazer o programa de investimentos que nós temos", disse Gabrielli durante visita a uma refinaria da Petrobras em São José dos Campos (91 km de São Paulo).

Ele disse que a Petrobras já enfrenta problemas, como atraso no desenvolvimento de alguns projetos, devido à limitação, inclusive tecnológica, de fornecedores. Segundo ele, o investimento nos fornecedores é hoje essencial para que a empresa consiga levar os projetos adiante no prazo estabelecido. "Nós estamos com um programa muito intenso de fortalecimento da cadeia de fornecedores. Esse é um tema extremamente relevante para a velocidade da exploração do petróleo no Brasil. O volume de investimentos que nós temos impacta muitos setores da economia, particularmente aquilo que é voltado para o mar."

Gabrielli informou que a Petrobras deve ainda investir US$ 4 bilhões (cerca de R$ 6,9 bilhões) até 2013 para montar uma rede de centros de pesquisa tecnológica voltada para a área de petróleo. De acordo com ele, já existem 80 instituições associadas, entre elas universidades. A Petrobras, disse ele, também vai realizar concursos públicos para contratar mais funcionários. "Temos um intervalo de dez anos que a empresa não contratou ninguém. Precisamos recuperar esse tempo perdido. Precisamos acelerar as contratações e vamos fazer concursos", disse. O senador Aloizio Mercadante (PT), que acompanhou a visita à refinaria, disse que a votação do projeto que trata da repartição dos royalties do pré-sal só deve acontecer no primeiro semestre de 2010.(Fonte: Folha de S.Paulo/FÁBIO AMATO/DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS)


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