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Licitação para pesquisa de petróleo em março

Petróleo cearense: já está aprovado pela ANP o projeto para o estudo em mar na chamada Bacia do Ceará. Serão adquiridos dados geoquímicos em amostras do assoalho oceânico
A Bacia do Ceará já é explorada atualmente, mas é concentrada em plataformas marítimas de Paracuru
Está prevista para ser iniciada em março próximo, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), a licitação para a escolha da empresa que fará pesquisas de novas ocorrências de petróleo no Ceará. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, já está aprovado pela sua diretoria o projeto para o estudo em mar na chamada Bacia do Ceará, onde serão adquiridos dados geoquímicos em amostras do assoalho oceânico.
A Bacia do Araripe, que engloba a região do Cariri cearense, também deve ser pesquisada, mas ainda não há prazos para este trabalho.
Segundo a assessoria, o objetivo do estudo é identificar e caracterizar a presença de sistemas petrolíferos na bacia, através detecção das chamadas exsudações, que são emanações naturais de petróleo e gás provenientes de uma jazida. Essas exsudações são obtidas por meio de um levantamento do tipo "piston core".
Atratividade
"Caso tenha resultado positivo, o levantamento contribuirá para aumentar a atratividade da bacia, que poderá ser incluída em futuras rodadas de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil", explica a ANP.
Atualmente, a Bacia do Ceará já é explorada, mas a atividade está concentrada em plataformas marítimas no município de Paracuru, nos campos de Xaréu, Atum, Curimã e Espada.
Declínio do campo
O primeiro campo foi descoberto em 1976. A produção deles, entretanto, vem declinando por conta do natural processo de envelhecimento das jazidas, ficando atualmente em 7200 barris por dia. Os planos da ANP são de buscar ocorrências de óleo na parte oeste da bacia, que se estende até o Piauí, abrangendo uma extensão geográfica de 7,4 mil quilômetros quadrados. A expectativa era de que esse trabalho tivesse sido iniciado no ano passado, quando seriam investidos algo entre R$ 25 e R$ 30 milhões no ano, para as bacias do Ceará e de Araripe.
Ambas as bacias fazem parte do Plano Plurianual de Estudos Geológicos e Geofísicos da ANP para o período 2007-2012, que só ganhou força no final de 2008, quando os recursos oriundos do pagamento de Participação Especial (PE) e destinados à aquisição de dados exploratórios deixaram de ser contingenciados pelo governo. Só no ano passado, deveriam ter sido investidos R$ 210 milhões no trabalho nas bacias do Acre/Madre de Deus, Amazonas, Ceará, São Luís e Parnaíba.
Já na bacia do Araripe, onde nunca foi feita nenhuma exploração de petróleo e gás, deve ser realizada, segundo consta no plano plurianual da ANP, a coleta de 2000 amostras de solo, com as quais fará análises laboratoriais e interpretação de dados geoquímicos. Ainda existem poucos dados da bacia, que possui apenas dois poços perfurados. Ela está localizada na região sul do Estado, englobando o Cariri cearense e os estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba.(Fonte: Diário do Nordeste/CE/ÉRGIO DE SOUSA)


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