Porto do Açu

Integrar para fornecer

Abimaq busca áreas para a criação de bases integradoras de equipamentos para aumentar competitividade

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está buscando, via governos estaduais, a disponibilização de áreas para a implantação de clusters navais. A criação de bases integradoras nacionais tem como objetivo aumentar a competitividade de fornecedores nacionais ao oferecer pacotes completos aos armadores e estaleiros. De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais (CSEN) da associação, Cesar Prata, já existem alguns municípios interessados na atração dos fornecedores.

“Temos acordos com a prefeitura de Rio Grande, tivemos reunião com o prefeito de Santos, que está estudando áreas para nos oferecer, e tem a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin), que já tem áreas mapeadas”, diz Prata. Esta é uma das iniciativas da associação para tornar possível a construção de PSVs brasileiros. A intenção é levar o projeto da embarcação nacional à Petrobras.

— Precisamos preparar argumentos para que eles se convençam de que vale a pena dar atenção para nós e considerar pedir mais projetos brasileiros que estrangeiros. Com base nisso, começamos a nos reunir com diversas entidades, como a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), outras associações de classe, governos locais e fabricantes. Antes de ir a eles, precisamos criar uma base integradora, que não temos no Brasil — explica Prata.


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O executivo destaca que o país tem tradição no segmento de barcos de apoio, cuja construção começou a ser feita na década de 70. Naquela época, a produção nos poços de petróleo era menor, bem como as plataformas, e os PSVs tinham entre 35 e 50 metros de comprimento. Atualmente, os barcos já chegam a 160 metros. O custo de um PSV pode variar de US$ 30 milhões a US$ 350 milhões.

A estimativa da associação é que sejam construídos, de 2014 a 2024, entre 300 e 400 embarcações de apoio marítimo no Brasil. Por isso, a Abimaq vem estudando maneiras de a indústria nacional obter maior participação nestes projetos, já que a maioria é estrangeiro. “Queremos proteger o lado intelectual brasileiro. O Brasil tem tradição naval e é o maior construtor de navios de apoio no mundo, mas hoje os barcos em construção aqui estão apoiados em projetos estrangeiros. Esses fornecedores, ao especificarem os barcos, tentam amarrar equipamentos de fabricantes parceiros, dificultando a entrada do concorrente nacional nesse projeto”, lamenta.

Prata diz ainda que o Brasil conta com diversos projetistas navais capacitados, além de cerca de 500 fabricantes de navipeças. Entre os itens já fabricados no país estão sistemas de navegação, propulsão, geração, superestrutura, acomodações, acessórios de casco e de convés, bombas, tubulações, comunicação, fundeio e atracação, entre outros.

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