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Falta liberação

Estaleiro da Wilson, Sons em Rio Grande tem licenciamento para a obra, mas depende de aval da União

O projeto do estaleiro da Wilson, Sons no Rio Grande do Sul continua dependendo do aval da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para sair do papel. O vice-presidente de rebocadores, navios offshore e estaleiros da Wilson, Sons, Arnaldo Calbucci, diz que a empresa aguarda a liberação da área contígua ao canal. “Existe uma burocracia que não foi resolvida. Estamos com licença ambiental e com o financiamento aprovados. Falta a liberação dessa área que pertence à União”, explica Calbucci. O investimento previsto para construção do estaleiro no Rio Grande do Sul é da ordem de US$ 150 milhões.

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A empresa tem a posse da área que não é contigua ao mar, mas existe uma faixa próxima ao mar que precisa de liberação. Calbucci diz que não há previsão de quando o processo será concluído. O cronograma inicial está atrasado em mais de um ano. “Hoje em dia essa área é o único problema que temos para iniciar a construção do estaleiro. Esperamos que isso aconteça até o fim de 2012”, afirma Calbucci.

O estaleiro Rio Grande terá 150 mil metros quadrados de área, o que corresponde a quatro vezes o tamanho das duas unidades do estaleiro da Wilson, Sons no Guarujá (SP). O empreendimento construirá embarcações no piso que serão lançadas num sistema de load out. A unidade de construção naval terá um dique flutuante que vai encostar-se ao cais, permitindo a transferência da embarcação.

O estaleiro será instalado no porto de Rio Grande e será voltado à construção de embarcações de apoio a plataformas marítimas, como AHTSs (Anchor Handling Tug Supply), e rebocadores portuários e oceânicos. Calbucci revela que o estaleiro da Wilson, Sons em Rio Grande pode vir a construir módulos, mas não será focado na indústria de óleo e gás. Ele explica que a unidade de construção não terá porte para fazer a integração nem para construção de navios de maior porte como FPSOs.

— Como o estaleiro está longe das bacias de exploração, nossa estratégia é concentrar a maioria das construções em Rio Grande. E, quando Rio Grande estiver pronto, utilizar o dique novo do Guarujá I e II para manutenção e docagens, visto que eles estão próximos das bacias de Campos e Santos — planeja Calbucci. A segunda unidade do estaleiro Guarujá, com investimentos de US$ 50 milhões, deve iniciar a operação até o final de 2012.

 

A Wilson, Sons prevê iniciar a construção de 12 rebocadores portuários azimutais no primeiro trimestre de 2013. O pacote, com prioridade do Fundo da Marinha Mercante (FMM), inclui cinco rebocadores de 70 toneladas bollard pull (BP), cinco rebocadores de 55 toneladas BP e dois de 80 toneladas BP. O investimento na construção dos rebocadores de apoio portuário e marítimo é de US$ 150 milhões. Calbucci, diz que a empresa está discutindo o financiamento com o agente financeiro.

A Wilson, Sons espera entregar até o final de 2012 as duas últimas unidades de uma série de 18 rebocadores. As embarcações possuem 70 toneladas de BP e podem atuar próximos aos portos, em rebocagens oceânicas, fazendo assistência e salvatagem e também no segmento de óleo e gás. Atualmente, a Wilson, Sons opera 76 rebocadores no Brasil, sendo mais de 50 azimutais. Os novos rebocadores serão distribuídos ao longo da costa, de acordo com o tamanho dos navios e com os portos que necessitarem de rebocadores de maior porte. Calbucci explica que a tecnologia se torna mais importante em portos que recebem navios com grande capacidade.

É o caso dos portos de Vitória (ES) e de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), onde atracam navios de até 400 mil toneladas, os chamados Valemax. Outro exemplo são navios porta-contêineres cada vez maiores que atracam em portos como Rio Grande, Santos e São Francisco do Sul. Esses navios também demandam rebocadores mais potentes e mais versáteis.

Em Ponta da Madeira também existe o problema da variação de maré, que chega a oscilar sete metros. Essa velocidade de subida e de descida da maré costuma ser grande e interfere na manobra. No Rio de Janeiro, por exemplo, essa variação é de apenas 1,5 metro. “Os trabalhos são feitos em janelas em Ponta da Madeira. Precisamos aproveitar o máximo possível os horários em que a maré está mais parada”, explica Calbucci. Lá, a Wilson, Sons opera junto com a Vale, através do Consórcio Rebocadores Baía de São Marcos. Cada empresa possui 50% da sociedade.

Calbucci destaca que o aumento da capacidade dos rebocadores nos últimos anos permitiu a ampliação da janela de operação do porto. Segundo ele, Ponta da Madeira operava seis horas por dia e já opera perto de 18 horas diárias. Calbucci conta que já existem tabelas baseadas na lua que ajudam a prever as marés.

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