Estatal busca novas plataformas para exploração no Nordeste e no Norte

Do Rio - A Petrobras está tentando identificar novas oportunidades exploratórias na chamada Margem Equatorial, plataforma que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá, na região Norte do país. O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse ontem que a abertura de novas fronteiras exploratórias é estratégica para a empresa. "É importante alimentar de forma permanente o processo exploratório com novas descobertas", disse Estrella.

Ele disse que a intenção da empresa é levar uma sonda para fazer perfurações no Ceará, Maranhão e Amapá em 2010. Estrella confirmou que dois poços "praticamente secos" foram perfurados em dois blocos na Bacia de Barreirinhas (MA). Um dos blocos é o BM-BAR -1, cujo consórcio é formado pela Petrobras, que é a operadora e tem participação de 50%, Devon Energy do Brasil (25%) e ONGC Videsh Limited (25%). O outro bloco é o BM-BAR-3, na mesma bacia, onde a Devon é a operadora com 45%. A SK tem 30% e a Petrobras, 25%.

Apesar do resultado negativo, Estrella afirmou que a Petrobras buscará novas perfurações na chamada Margem Equatorial. "Estamos reinterpretando toda a Margem Equatorial do ponto de vista exploratório", disse Estrella. Ele não descartou a devolução, para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de pelo menos parte dos blocos onde foram perfurados os poços secos. "Sendo secos, reinterpretamos (os dados geológicos) para ver se devolvemos integralmente ou parcialmente os blocos", disse.

Ele informou que o primeiro poço perfurado na Bacia do Jequitinhonha, no litoral Sul da Bahia, não teve os resultados esperados pela estatal no pós-sal e problemas mecânicos na sonda impossibilitaram que a exploração continuasse até o pré-sal. A companhia vai decidir agora se realizará uma segunda perfuração, desta vez com o objetivo específico de buscar as rochas abaixo da camada de sal.

Estrella disse ser favorável à perfuração de um segundo poço no local para atingir o pré-sal, mas admitiu que a operação depende da análise do cronograma das sondas de perfuração. "Sou favorável a que se aprofunde (a perfuração) no pré-sal. Mas depende do tempo, porque programação de sondas é muito apertada", ponderou.

Ele disse que o teste de longa duração (TLD) de Tupi, na Bacia de Santos, segue "tranquilo" depois da parada no meio do ano provocada por um defeito nos parafusos de uma árvore de natal molhada - equipamento que controla o fluxo dos poços no fundo do mar. "Tupi está dentro das expectativas, produzindo entre 15 mil e 20 mil barris por dia".(Fonte: Valor Econômico/RR e FG)

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