Estaleiro pode gerar 6 mil novos empregos

O estaleiro Promar Ceará, caso concretizado, gerará cerca de 1.800 empregos diretos, que, se somados aos indiretos, chegarão aos seis mil. Estas oportunidades, destaca o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, deverão beneficiar a população da região, em especial do bairro Serviluz, onde o empreendimento espera ser construído. "A exemplo do que acontece em Pernambuco, 90% dos empregos do estaleiro Atlântico Sul estão vindo de Ipojuca [onde está instalado] e municípios da região. Através de sistema de treinamento, de reforço, as pessoas são preparadas para trabalhar no estaleiro, o que vai ser o mesmo modelo a ser seguido no Ceará, caso o estaleiro atinja o preço da negociação com a Transpetro. O que foi testado com sucesso, não há por que não se repetir", garante Sérgio Machado. Segundo ele, essa preparação deve ser garantida pelo estaleiro, com o apoio do governo local. O Promef já gera 15 mil empregos diretos no País, numero que ainda chegará a 40 mil. O programa prevê a construção de 49 navios, num total de 4 milhões de toneladas de porte bruto. Já foram licitadas 33 embarcações, sendo que seis delas serão lançadas ao mar em 2010. Localização polêmica Entretanto, após vencida a licitação, a empresa ainda terá que garantir a sua construção na ponta da enseada do Mucuripe. A localização gerou polêmica quando foi anunciada, mas o debate foi postergado à espera do resultado do certame. O governador Cid Gomes, que chegou a assinar um protocolo de intenções com a PJMR para a instalação da empresa no Mucuripe, já garantiu que o impasse será solucionado. A geração de empregos é o maior argumento que sustenta a defesa do local perante a comunidade. Segundo Machado, a Transpetro tem prazo para receber os navios - o primeiro tem que ser entregue em 2012 -, e não importa onde a empresa irá construí-lo, contanto que entregue a embarcação em tempo hábil e cumprindo com as exigências do edital de licitação.(Fonte: Diário do Nordeste/CE/SS)