Engevix investe R$ 4 bi em polo naval gaúcho

Cascos de navios para plataformas de petróleo serão construídos em Rio Grande
Vencedor de licitação da Petrobras, o grupo Engevix, de São Paulo, comunicou ontem à governadora Yeda Crusius a construção de oito cascos de navios para plataformas de exploração de petróleo e gás no prazo de cinco a seis anos. O sócio da Engevix Gerson de Mello Almada explica que se trata de um contrato que a companhia executará no polo naval gaúcho (utilizando a estrutura do Estaleiro Rio Grande - dique seco) no valor US$ 4 bilhões.
No pico das obras serão empregados 7 mil trabalhadores. A mão de obra consumirá US$ 2 bilhões dos recursos envolvidos com o empreendimento. Almada destaca que o objetivo é, dentro do possível, que a maior parte de trabalhadores seja contratada na região.
Os materiais necessários para iniciar a construção dos cascos devem chegar a Rio Grande do final deste ano. "Chegarão as chapas e sairão os cascos", descreve o executivo. Posteriormente, será realizada a integração do restante dos módulos que formam a plataforma de petróleo. Ainda não está definido onde será feita essa etapa, que poderá ocorrer no Rio Grande do Sul ou em outros estados. A Engevix deverá participar da licitação para fazer a integração dos módulos. Almada acredita que esse processo de concorrência seja realizado dentro de um ano.
Cada casco terá capacidade para estocar até 1,6 milhão de barris e as plataformas serão destinadas à exploração de petróleo e gás nos campos do pré-sal. Almada detalha que serão estruturas semelhantes a P-53 (navio petroleiro convertido em unidade de produção de óleo e gás) que foi concluída em Rio Grande em 2008.
A primeira encomenda da Engevix deve ser finalizada em 2012. Almada destaca que a empresa quer aproveitar o fato de o dique seco gaúcho ter uma capacidade para trabalhar com dois cascos ao mesmo tempo para acelerar os serviços. Cada casco pesará 40 mil toneladas e, quando concluídas, as plataformas terão cerca de 50 mil toneladas e comprimento de 310 metros, por 55 metros de largura.
Apesar de já ter sido declarada vencedora da licitação dos cascos, os contratos entre Engevix e Petrobras não foram assinados, pois ainda é possível ser feito um recurso quanto ao resultado. A expectativa de Almada é que em um mês o contrato entre em vigor oficialmente. Ontem, em reunião de trabalho no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), Yeda e o secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, examinaram o impacto do investimento junto aos sócios da Engevix Gerson Almada e José Antunes Sobrinho, e o vice-presidente de Operações Oceânicas, Daniel Peres. "A Engevix acredita muito no Estado. Já temos parcerias em geração de energia, como em Dona Francisca, no complexo Ceran, no Rio das Antas, e na pequena central hidrelétrica de Esmeralda", ressaltou o dirigente.
Yeda enfatiza que o Comitê de Apoio a Investimentos Futuros está pronto para dar suporte à iniciativa da Engevix. "Queremos dar velocidade ao empreendimento", observou a governadora. Para Almada, a parceria do governo do Estado é fundamental. Segundo ele, não podem ser repetidos erros ocorridos em outras cidades que obtiveram grandes receitas de investimentos do petróleo e hoje estão deterioradas. Por isso, o Estado será muito importante, principalmente na questão da formação da mão de obra.
Conforme Andrade, o dia de ontem foi de comemoração. "Afinal, como já está previsto, vão ser criados de 3,5 mil a 7 mil empregos em cinco anos de obras. O Estado, além do apoio, trabalhará em regime de cooperação total com o empreendimento", garante o secretário. Os dirigentes do grupo Engevix também convidaram a governadora Yeda para a inauguração da usina hidrelétrica de Monjolinho, no rio Passo Fundo, na divisa dos municípios de Nonoai com Faxinalzinho, de 67 MW de potência. A usina opera desde o final de outubro do ano passado e recebeu R$ 150 milhões em investimentos. A data será agendada nos próximos dias.(Fonte: Jornal do Commercio/RS)


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