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EBN estreia operação

Delima recebe primeiro navio para o programa Empresa Brasileira de Navegação, da Petrobras - A Delima Navegação finaliza os preparativos para afretar à Petrobras o primeiro navio do programa Empresa Brasileira de Navegação (EBN). Construída pelo Renave, estaleiro do grupo, e entregue à Delima Navegação no último dia 28 de setembro, a embarcação deve estar apta a operar no final de novembro, segundo expectativas do armador.
— Já contratamos tripulação, estamos fazendo treinamento, enquanto preparamos a parte de emissão de documentação junto ao Tribunal Marítimo — diz o diretor da Delima, José Rebelo Terceiro.  No EBN1, a companhia venceu a licitação de três navios para transporte de bunker, de 2,5 mil tpb.
Com comprimento total de 71,60 metros, os navios têm boca moldada de 15 metros e calado de projeto de 4,25 metros. O prazo para a entrega das embarcações do EBN1 vai até o dia 31 de dezembro de 2014. Segundo Rebelo, os três navios serão entregues dentro da data estipulada. A companhia estima que, após a entrega da primeira embarcação, as próximas aconteçam a cada seis meses.
Atrasos na liberação do financiamento, que seria repassado pela Caixa Econômica Federal, fizeram com que a companhia decidisse construir os três navios com recursos próprios. “A negociação se alongou muito e chegamos amigavelmente a uma decisão de que não iríamos mais performar esse financiamento. Quando foi liberado [o repasse], já estávamos com a embarcação pronta”, lembra Rebelo, acrescentando que, se a companhia tivesse aguardado a liberação da verba, a obra teria sido iniciada apenas no último mês de julho.
A prioridade de financiamento para os três bunkers foi aprovada na reunião de dezembro de 2009 do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM). O valor aprovado na ocasião foi de R$ 47,810 milhões. O pedido, no entanto, foi cancelado no encontro realizado em outubro de 2011. Mas no final de novembro do mesmo ano, o CDFMM voltou a conceder prioridade de apoio financeiro ao projeto da empresa.
Contando apenas com recursos próprios, a Delima construiu a primeira embarcação em cerca de 30 meses. “Na época que era necessário ter financiamento, não houve esse dinheiro. Fomos construindo com o recurso que conseguimos ir injetando pouco a pouco”, afirma o diretor. Rebelo conta também que o fato encareceu o custo da obra. “Se no início tivéssemos feito o financiamento, teríamos outro tipo de negociação com fornecedores, comprado com preço melhor, teria contratado mais gente e provavelmente teríamos feito a entrega antes, mas ainda assim estamos entregando a embarcação dentro do prazo”, orgulha-se. O investimento na primeira embarcação foi de R$ 22 milhões.
A companhia estima que o percentual de conteúdo local esteja em torno de 90%. A empresa que emitirá o certificado, diz Rebelo, já foi contratada, mas ainda não concluiu o relatório. Os 10% de itens importados compreendem basicamente os sistemas de propulsão e de manobra, motor e eletrônica da embarcação. Os navios do EBN serão contratados pela Petrobras por um período de 15 anos.
Para o EBN2, cujo prazo de entrega é até dezembro de 2017, a companhia venceu a licitação de dois navios de 18 mil tpb para o transporte de produtos escuros. Para que possa construir os navios, a empresa terá que realizar uma reforma no estaleiro. Caso o estaleiro não esteja apto a construir os navios, restam duas opções à Delima: ou renegocia o contrato com a Petrobras ou negocia com um parceiro para construírem juntos as embarcações. A questão ainda não foi definida. “Não descartamos fazer [as embarcações] em outro estaleiro. A Delima negocia com o Renave e com outros estaleiros essa possibilidade. Vamos aguardar a entrega dos navios do EBN1 e depois tomaremos as decisões sobre o EBN2”, conclui Rebelo.

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