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Descoberta da OGX aponta nova província de petróleo

Uma descoberta de petróleo ao Sul da Bacia de Campos, anunciada ontem pela OGX, do empresário Eike Batista, poderá se configurar como uma nova província petrolífera, a exemplo do polo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, ou mesmo o Parque das Baleias, na costa capixaba da Bacia de Campos. Província é o jargão do setor para denominar uma região com vários reservatórios, um ao lado do outro. A produção e o escoamento costumam ser facilitadas por tal proximidade.

"Estamos cada vez mais confiantes de que a OGX está na frente de uma nova e significativa província petrolífera na porção Sul da bacia de Campos e que a companhia é a que está melhor posicionada nesta parte da bacia", comentou o analista do Credit Suisse, Emerson Leite. Em relatório divulgado ontem sobre o tema ele lembrou que a descoberta, a cerca de 3 mil metros, está em um nível profundo para este tipo de reservatório e "sugere que a estrutura se estende para cima, para outras partes do bloco".

bloco bm-c-41. No mesmo poço em que encontrou este reservatório, no bloco BM-C-41, a OGX já havia localizado outras duas acumulações não contínuas em profundidades menores. Em apenas uma delas revelou a possibilidade de existirem cerca de 500 milhões de barris. Nesta nova descoberta, o volume não foi revelado.

Concessionária com 100% da área, a OGX também pretende ainda alcançar nas próximas duas semanas a profundidade de 3.425 metros, ultrapassando a camada de sal em busca de um reservatório na área pré-sal daquele bloco. A OGX também já havia encontrado um reservatório entre 500 milhões a 1,5 bilhão de barris no bloco BM-C-43, ao lado na nova descoberta, no projeto de Vesúvio. Há ainda trabalhos, com perspectivas de serem concluídos nos próximos dias, na perfuração de outro poço no BM-C-41.

De acordo com o geólogo Leonardo Borghi, da UFRJ, a descoberta é bastante positiva, mas há ainda "vários passos a serem percorridos antes de se comemorar". "Há uma tendência otimista a estimular o investidor inicialmente, mas geologia não é matemática e todas as análises tem que ser mais cautelosas".

Ele lembrou, por exemplo, que o fato de ter sido apontada uma porosidade de 23% na área é um fator excelente, comparado à média de 10% a 12% dos campos em geral. "Quanto mais porosa a rocha é, mais chance de o petróleo se acumular nestas fendas", comentou. Porém, destacou que a porosidade tem que ser combinada com permeabilidade e outras condições favoráveis à exploração. "Podemos lembrar de Mexilhão (campo de gás na Bacia de Santos), que tinha uma porosidade elevada, mas seu potencial acabou não se confirmando".(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/da agência estado)

 

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