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De olho em 2016

Dânica Norac busca negócios para montar nova linha de produção para área naval

A Dânica Norac, especializada em sistemas termoisolantes, busca fechar negócios para montar uma nova linha de produção já que sua fábrica está 100% ocupada até o final de 2013. A ideia é duplicar o número de máquinas na unidade para atender a novas demandas. No final de julho, a empresa centralizou sua produção para o setor naval na unidade fabril de Aparecida do Taboado (MS). O gerente da unidade naval e offshore da empresa, Rodrigo Epíscopo, explica que a divisão naval será melhor atendida pelo maquinário que estava em Taboado, cuja tecnologia permite maior produtividade.

— O boom agora está mais voltado para a construção civil e achamos que, a partir de 2016, haverá um boom da área naval, quando todos esses projetos vão sair do papel. Estaleiros estarão prontos e haverá capacidade produtiva de navios muito maior — projeta Epíscopo.

Ele conta que a Dânica fechou 2012 acima das expectativas de venda e faturamento e começou bem 2013. O destaque no volume de negócios são os estaleiros, enquanto o segmento offshore ainda não alcançou os resultados esperados. “Não estamos sentindo a parte offshore muito aquecida. A expectativa é muito grande, mas ainda não está acontecendo muita coisa”, avaliou Epíscopo. Ele acrescenta que o mercado está aberto, o que permite a vinda de móveis importados e prejudica os fornecedores nacionais.


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Há cerca de 40 anos no Brasil, a Dânica Norac criou a divisão naval cinco anos atrás. A empresa possui contratos com estaleiros como o Vard (antigo STX), São Miguel, Detroit, Inace e Arpoador. Em dois anos, a empresa praticamente triplicou a carteira e quadruplicou o faturamento. “A fábrica está 100% ocupada até o final de 2013. Estamos querendo novos negócios para conseguir montar uma nova linha para suprir o mercado”, conta.

Apesar do crescimento, o setor naval ainda não corresponde aos 50% do faturamento pretendidos pela empresa. Epíscopo lamenta que o mercado tenha desacelerado no segundo semestre de 2013, após vir num bom ritmo nos seis primeiros meses. Ele destaca que a área naval possui contratos fechados com, pelo menos, dois anos de antecedência, o que minimiza esse impacto.

Epíscopo diz que a maior parte da concorrência é de produtos importados. Segundo o engenheiro, a Dânica deixa de fechar contratos porque os concorrentes, a maioria chineses, entram no mercado com preços reduzidos e sem pagar impostos. A multinacional possui quatro plantas no Brasil: Joinville (SC), Aparecida do Taboado (MS), Lucas do Rio Verde (MT) e Recife (PE), além de unidades fabris no Chile e México.

A Dânica, de origem dinamarquesa, oferece soluções para navios de apoio, empurradores, balsas, rebocadores, PSVs, AHTS, LPGs e PLSVs. Além da área naval e offshore, a empresa possui outras seis divisões de negócio: câmaras frigoríficas industriais; supermercados e câmaras frigoríficas comerciais; salas limpas; construção civil; construção civil residencial; e construção civil varejo. Os investimentos nas fábricas de Taboado e Recife totalizaram R$ 55 milhões e incluíram a instalação de três linhas contínuas com tecnologia europeia nessas unidades.

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