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Coral sol e logística são obstáculos para internalizar plataformas para descomissionamento

A atividade de descomissionamento de plataformas marítimas no Brasil carece de regras ou estímulos que assegurem a transferência das unidades desde a locação até terminais portuários e estaleiros nacionais. A principal questão envolve o deslocamento das unidades com presença de coral sol nos cascos, bioinvasor que se reproduz com rapidez e pode impactar a fauna marinha em seu trajeto de derrota (rota da remoção). Para virem até portos ou estaleiros, as plataformas carregam o coral sol, passando por áreas marinhas sensíveis, com risco de ele se desprender e se reproduzir em larga escala. Os custos das soluções existentes para essa logística são considerados altos. Na avaliação da Destri Consulting, dependendo das condições estabelecidas, o comprador de plataformas em leilões pode decidir descomissionar as unidades em outros países, em vez de trazê-las para um porto ou estaleiro no Brasil. Essa opção retiraria oportunidades de serviços na cadeia nacional.

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