Com lucro recorde, QGEP muda de nome e mira pré-sal

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), que anunciou ontem a mudança de sua denominação social para Enauta, pretende arrematar uma área de pré-sal nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) até o próximo ano. A estratégia da empresa é ter uma participação entre 10% e 20% de uma dessas áreas.

"Continuamos atentos, porque achamos que nosso portfólio necessita, se não neste ano no próximo, ter um ativo em pré-sal. E vamos tentar buscar isso", afirmou o presidente da Enauta, Lincoln Guardado, ao Valor.

Segundo ele, o foco da empresa é o 6º Leilão do Pré-sal e a 16ª Rodada de Concessões da ANP, previstos para o segundo semestre. "Nós continuamos interessados na partilha [regime de partilha de produção do pré-sal] e em concessão que envolva pré-sal, o que deverá haver na 16ª [Rodada]", disse.

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Apesar de acompanhar as discussões em torno do mega leilão do excedente da cessão onerosa neste ano, a Enauta não deverá participar do certame. A expectativa é que o leilão atraia atenção das grandes petroleiras, elevando a concorrência e os esforços financeiros para a aquisição das áreas.

Ainda com relação à gestão de portfólio, a companhia também analisa oportunidades de venda de participações na bacia do Pará-Maranhão. Segundo Guardado, o processo está "muito bem encaminhado" e a expectativa é realizar a venda ainda neste ano.

Apesar do interesse por áreas do pré-sal, a petroleira já tem um pé na camada geológica. O campo de Atlanta, na Bacia de Santos, tem possibilidades no nível do pré-sal, mas os esforços da empresa no campo são dedicados ao pós-sal.

Atlanta iniciou a produção no ano passado e deve alcançar um volume 25 mil e 27 mil barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2019, a partir de um terceiro poço, cuja perfuração começou em fevereiro. O campo vai consumir US$ 43 milhões do total de US$ 65 milhões de investimentos previstos pela Enauta neste ano. Para 2020, a petroleira prevê investir US$ 133 milhões, sendo US$ 90 milhões em Atlanta e US$ 43 milhões em outros ativos.

Após a saída da Dommo (antiga OGX) do negócio, decidida por tribunal arbitral depois que a petroleira fundada por Eike Batista não acompanhou os investimentos de desenvolvimento em Atlanta, a Enauta passou a ter 50% do bloco BS-4, junto com a Barra Energia.

Enquanto a produção em Atlanta está em ritmo de crescimento, a extração de gás natural no campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada, deve recuar. A estimativa da empresa é que a produção em 2019 seja de 4,1 milhões de m3 /dia, ante a projeção anterior de 4,3 milhões m3 /dia. A queda, explicou a diretora Financeira e de Relações com Investidores da Enauta, Paula Corte-Real, se deve à menor produção em janeiro e a uma parada programada da unidade de Manati, em março.

O início de produção em Atlanta impulsionou a receita líquida da companhia, que alcançou cerca de R$ 800 milhões em 2018. O lucro, de R$ 425 milhões, também foi recorde, com alta de 19% ante 2017. O resultado foi motivado pelo aumento da produção de petróleo e gás e por efeitos extraordinários.

Com um caixa líquido de R$ 1,6 bilhão no fim de 2018, a empresa decidiu pagar dividendos no valor de R$ 500 milhões.

Sobre o novo nome, a estratégia está em linha com o movimento de outras petroleiras, buscando uma marca que represente uma visão mais ampla de energia, não baseada apenas em petróleo. No caso da Enauta, em um primeiro momento, a aposta de crescimento é no gás natural, combustível menos poluente que o óleo. Guardado, porém, não descarta o investimento em fontes renováveis no futuro, principalmente no mar, onde a companhia é especialista.

Fonte: Valor

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