O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe/UFRJ inaugurou nesta quarta (19/12), no Parque Tecnológico do Rio, na Cidade Universitária, um novo sistema capaz de reproduzir correntes marinhas com alta precisão. Com investimento de 18,8 milhões da Petrobras e R$ 3,2 milhões da Finep, o simulador

contribuirá para estudos necessários à exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, como as do pré-sal.

Capaz de reproduzir as características da correnteza em águas brasileiras, o equipamento é composto por seis motores e seis bombas hidráulicas operados de modo independente. O sistema permite que a velocidade e o direcionamento de cada uma das seis correntes geradas sejam modificados, sem que se altere as demais.

 

 

Com o sistema de correnteza, será possível realizar ensaios experimentais incorporando todas as características ambientais offshore, inclusive a correnteza, o que antes não era possível. Isso permite o desenvolvimento e aperfeiçoamento de cálculos de dutos, por exemplo, e visa a otimização de custos da elaboração, da instalação e da intervenção em equipamentos submarinos.

Para o Orlando Ribeiro, gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, “o sistema de geração de correnteza do LabOceano colocará o país em destacada liderança no desenvolvimento de pesquisas tecnológicas na área de engenharia naval e oceânica, dando suporte às atividades estratégicas de exploração e produção de óleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.”

O professor Paulo de Tarso Esperança, coordenador executivo do LabOceano, explica que o sistema amplia a capacidade do laboratório para reproduzir, da melhor maneira possível, a diversidade das correntes marinhas. “Tanto para simulações nos campos do pré-sal como nas águas menos profundas, as correntes são importantes, por exemplo, para representar a dinâmica dos risers, estruturas que conectam o poço de petróleo à plataforma”.

Investimento em pesquisa otimiza projetos

O sistema de correnteza foi instalado em um prédio anexo ao LabOceano, que possui o tanque mais profundo das Américas (15m), e o segundo do mundo.  Lá são realizados ensaios experimentais com modelos de plataformas em escala reduzida, reproduzindo o seu comportamento dinâmico, para avaliar e otimizar projetos.

No laboratório, a Petrobras realizou estudos das plataformas P-55, P-66 e do Terminal de Gaseificação da Baía de Todos os Santos. Neste último, foi utilizado o fundo móvel do LabOceano, implantado em 2010, também com recursos da companhia.

A Petrobras já realizou mais de 80 ensaios no LabOceano, que contribuíram para o alcance de maturidade tecnológica para a exploração e desenvolvimento da área do pré-sal, com segurança e disciplina de capital. “O conjunto de informações geradas pelos ensaios realizados contribuiu significativamente para o aperfeiçoamento das estruturas projetadas, permitindo avaliar suas características em laboratório antes da instalação no mar, minimizando riscos, aumentando a segurança e reduzindo custos dos empreendimentos”, relata Rodrigo Barreira, um dos representantes da Petrobras em projetos com o LabOceano.

Aportes em universidades

Os investimentos da Petrobras no laboratório fazem parte da estratégia tecnológica da companhia, que mantém parceria com cerca de cem instituições de ciência e tecnologia, com investimentos em pesquisas e em laboratórios. Nos próximos cinco anos, a Petrobras investirá R$13 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e metade deste valor será destinado a instituições de ensino superior no país.

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