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Audiência perde o debate e vira bate-boca sobre Praia do Titanzinho

O que poderia ser um espaço rico para apresentação, conhecimento e debate sobre os projetos do governo do Estado - O Estaleiro Promar Ceará - e o da Prefeitura de Fortaleza - Aldeia da Praia - ambos previstos para instalação no Serviluz, transformou-se em bate-boca, com vaias, gritos e ofensas. A manifestação foi protagonizada pela plateia, formada por moradores da comunidade, contra autoridades públicas municipais e estaduais e políticos.
Convidados para expor os projetos em audiência pública, na tarde de ontem na Câmara de Fortaleza (CMF), o presidente da Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará) Antônio Balhmann e o secretário Municipal de Infraestrutura Luciano Feijão pouco puderam explicar sobre os projetos que pretendem empreender na Praia do Titanzinho.
Nem mesmo o presidente da Casa, Salmito Filho, conseguiu expor ao final do encontro, ou desencontro, sua opinião, já manifesta, em defesa do projeto. No início da audiência pública, ele bem que tentou, em vão, pôr ordem no auditório, para que os convidados se expressassem.
De um lado do auditório, defensores e simpatizantes do Estaleiro Promar Ceará, vestidos com camisas brancas com os dizeres, em verde, "Sim para o Estaleiro" defendiam a chegada do empreendimento, que ainda não passa de um projeto virtual. Do outro lado, moradores do bairro, surfistas e opositores do Estaleiro gritavam, em coro, palavras de ordem: "Não somos forasteiros. Fora estaleiro" e "Lula é Titanzinho", numa disputa de opiniões, que durou cerca de cinco horas.
Consenso da discórdia
Na passarela central do auditório, o "consenso" da discórdia. "Esse projeto da Prefeitura já foi bombardeado na comunidade", exclamou o presidente do Movimento de Conselhos Tutelares (MCT), Igor Moreira, que também é contra a instalação do Estaleiro no Titanzinho.
"A nossa segurança é que o Plano (da Prefeitura) vai ter de passar pelo crivo da comunidade, que está decidida a mudar o projeto da forma com está. Para ser aprovado, precisa estar dentro da Zeis", acrescentou, numa referência ao Aldeia da Praia. "Não vamos apoiar nem o projeto da Prefeitura. Se quiser fazer o projeto lá, terão que convencer a comunidade", alertou Michel Platini, presidente da Associação do Rastro, comunidade na área do Serviluz.
Ambos são também terminantemente contra a instalação do estaleiro. Além do temor da perda de moradia, eles preocupam-se com os impactos e agressões ao meio ambiente e dizem não acreditar na geração de empregos na área. "O bairro tem muitas empresas, que pouco aproveitam a mão-de-obra local", criticou Platini.
"Se o Projeto Orla já existe há bastante tempo, porque os vereadores não o reivindicaram antes à Prefeitura", questionou o presidente da Escolinha de Surf do Titanzinho, João Carlos, o Fera. Para ele, Estado e Prefeitura estão travando uma disputa política em torno do estaleiro, mas estão esquecendo dos reais interesses do bairro. "A solução para nosso bairro é a geração de emprego, mas isso pode ser resolvido incentivando o turismo na área", defendeu.
Abaixo assinado
Houve ainda quem fosse a favor da instalação dos dois projetos, já que o do estaleiro tem como âncora principal a geração de 1.200 empregos diretos e 5.000 indiretos na área, enquanto o Aldeia da Praia prevê a requalificação e urbanização do Serviluz e entorno. "Um projeto não exclui o outro. Eles são complementares", defendeu o líder comunitário, Tadeu Fortes.
Com um envelope às mãos, ele disse que reuniu três mil assinaturas nas comunidades da Estiva, Titanzinho e Farol, em defesa da instalação do Estaleiro. "Vamos entregar à Prefeitura e ao Estado, na próxima quinta-feira", sinalizou Fortes. À audiência, não faltou nem mesmo o "homem-aranha", personagem do Titanzinho, que esteve fantasiado para chamar a atenção para os problemas e belezas naturais da praia.
Amanha à tarde, a discussão sobre o estaleiro no Titanzinho volta à cena do "debate", na Assembleia Legislativa.
Enquete
Que acha do projeto
"A solução para o bairro é emprego, mas isso pode ser feito com apoio ao turismo ecológico na área do Titanzinho"
JOÃO CARLOS (FERA)
Presidente da Escola de Surf
"Somos contra o projeto do estaleiro devido aos impactos ambientais que irá gerar. Esse projeto desacata a comunidade"
Michel Platini
Líder comunitário
"Reunimos três mil assinaturas para mostrar à Prefeitura de Fortaleza e ao Estado, que o povo do Serviluz quer o Estaleiro"
TADEU FORTES
Líder comunitário
BALHMANN REFORÇA
Fase é de informar comunidade
Presidente da Adece disse que é o momento de tirar dúvidas sobre benefícios que estaleiro vai levar à região
Convidado para apresentar o projeto do Estaleiro Promar Ceará e bombardeado por todos os lados, por vereadores, moradores do Mucuripe e até pelo Ministério Público, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Antônio Balhman, explicou que a atual fase é a da informação, da exposição e apresentação do projeto à comunidade, para que não tenha dúvidas do benefícios que pode gerar à região. "Esse é um projeto âncora, para geração de empregos no bairro. Ele não exclui o projeto da Prefeitura", defendeu, entre gritos e vaias de populares, contrários ao empreendimento.
Em relação às criticas do Procurador da República no Ceará, Alessander Sales, de que ainda não projetos algum para o Titanzinho, Balhmann explicou que o projeto de enrocamento (expansão do espigão) está pronto, porque é o mesmo apresentado há 20 anos atrás, para ampliação do Porto do Mucuripe.
"Agora, quando o projeto do estaleiro vier de fato para o Titanzinho, então ele vai apresentar todos os documentos e instrumentos necessários, como o Eia-rima, alvarás da prefeitura e demais exigências legais, serão apresentados de acordo com a legislação brasileira", explicou, dizendo que isso ainda não foi feito porque "o projeto ainda não foi concluído".
Diante de tantas reações, ele alertou para a perda de tempo e o risco do Ceará perder o Estaleiro para outro Estado. (CE)(Fonte: Diário do Nordeste/CE/CARLOS EUGÊNIO)

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