Conteúdo local é reduzido em projetos de óleo e gás e fornecedores temem consequências para a indústria nacional
• O governo bateu o martelo e flexibilizou as regras de conteúdo local em projetos do setor de petróleo e gás. Com a decisão anunciada em fevereiro, o Planalto acredita que vai incentivar investimento e destravar negócios no segmento. Mas nem todas as partes ficaram satisfeitas com as mudanças. Os fornecedores alegam que haverá redução drástica na participação da indústria nacional nos projetos do segmento. Os estaleiros também temem que, com o fim das multas aplicadas pelo descumprimento dos índices, os projetos de grande porte sejam transferidos para a Ásia.

A solução anunciada pelo governo definiu cinco macrogrupos de conteúdo local. Nos leilões anteriores, havia até 70 itens e subitens diferentes. Para as áreas terrestres, o percentual obrigatório caiu para 50%. Para áreas marinhas com mais de 100 metros de profundidade, os percentuais são de 18% para exploração; 25% para construção de poço; 40% para sistema de coleta e escoamento. A unidade estacionária de produção fica com 25%.

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