As duas principais centrais sindicais da categoria petroleira no Brasil, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros, publicaram ontem (26) carta conjunta criticando a postura da Petrobras de não permitir a posse de Danilo Silva como representante dos funcionários no conselho de administração da empresa.

Em outubro, Christian Queipo, que havia sido eleito representante dos funcionários no conselho de administração da empresa, renunciou ao cargo no colegiado. Pelo regimento, o segundo colocado na eleição, Danilo Silva, deveria assumir o cargo, fato que não ocorreu até o momento.

De acordo com a FUP, Danilo Silva, que e técnico de manutenção na refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, não pode integrar o conselho por determinação da área de recursos humanos da Petrobras, que entendeu haver conflito de interesses. Silva já fez parte do conselho de administração da Totvs, empresa com a qual a Petrobras tem contratos.

 

“No entanto, o que a legislação veda é que participem do conselho de administração da Petrobras pessoas que participam atualmente de forma simultânea da administração ou do controle de empresas que nos últimos três anos firmaram contratos com a companhia [...]. E assim sendo, não há qualquer impedimento para que ele assuma a vaga para a qual foi eleito, já que o representante eleitos dos trabalhadores, Danilo Silva, não mais integra o conselho de administração da Totvs. Ele se desligou da empresa em abril de 2017”, afirmam a FUP e a FNP na carta, em que ressaltam que a postura da Petrobras é uma “clara atitude sindical”.

As entidades acrescentaram que “ao impedir a posse do representante da categoria, a Petrobras está cerceando o direito assegurado por lei aos trabalhadores de participação nas decisões da companhia”.

Ainda segundo as centrais sindicais, este foi o segundo episódio em que uma empresa da Petrobras dificultou o ingresso do representante dos funcionários no conselho de administração. Eleita em agosto de 2017, a representante dos funcionários da Transpetro Fabiana dos Anjos só teve a posse homologada no fim de dezembro daquele ano.

Procurada pelo Valor, a Petrobras não se manifestou de imediato.

Fonte: Valor

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