Com dívidas de R$ 4,9 bilhões, a Sete Brasil conseguiu aprovar seu plano de recuperação judicial. Em Assembleia com Credores, ficou decidido que a companhia vai prosseguir com apenas quatro sondas de perfuração para explorar o pré-sal. Originalmente, o projeto previa 21 unidades. As sondas serão usadas pela Petrobras.

A Sete Brasil foi criada na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para construir e operar as sondas que seriam responsáveis por explorar o pré-sal. O projeto, que foi alvo da Operação Lava-Jato, envolveu o pagamento de propinas por parte de representantes dos estaleiros, segundo ex-diretores da companhia. A Sete Brasil nasceu em 2010 e era a promessa da retomada do setor naval no Brasil. Com as denúncias de corrupção, o BNDES suspendeu a promessa de liberar o financiamento para a construção dos navios, e o projeto doi paralisado. Assim, os acionistas da Sete Brasil iniciaram arbitragens contra a Petrobras no início de 2017 alegando perdas que chegam a R$ 7 bilhões com a desistência da Petrobras pelo projeto original das 21 sondas.  Com dívidas, a Sete Brasil entrou em processo de recuperação judicial, que é conduzida pela Alvarez & Marsal.

Com o impasse, e um processo de mediação em paralelo, ficou estabelecido que a estatal ficaria apenas com quatro sondas.  Para essas unidades, a Petrobras ofereceu contrato de aluguel  por dez anos e com taxa diária de US$ 299 mil. Segundo uma fonte, fazem parte do acordo as quatro sondas que estão com as obras paradas há três anos. Há duas no estaleiros Brasfels, em Angra dos Reis (RJ): a Urca, com 90% das obras prontas, e Frade, com 70% finalizada. Há ainda outras  duas no estaleiro Jurong, em Anchieta (ES), como a Arpoardor, com 90%, e Guarapari, com 74%. O laudo de avaliação das quatros é US$ 554 milhões.

 

- A aprovação do plano cria condições para se resolver novos impasses, como a conclusão das quatro sondas. Por isso, será publicado um edital para que interessados queiram entrar no projeto. Esses interessados vão ter que concluir as sondas e aderir à proposta de afretamento da Petrobras. Isso vai depender se esses novos investidores vão topar essas condições - disse uma fonte do setor.

A meta é publicar o edital ainda neste ano e analisar as propostas no início de 2019, disse uma fonte do setor.  Para isso, a Sete Brasil estimou um valor mínimo com base em um laudo de avaliação das sondas. Se o valor vier acima, a Sete consegue fechar o negócio imediatamente. Se vier abaixo, será preciso remeter à nova assembleia entre os credores.

Em nota, a Sete Brasil disse que o  plano aprovado hoje é a alternativa que melhor se apresenta para viabilizar o projeto e equacionar "suas obrigações dentro do atual contexto de mercado e da própria companhia". "A aprovação do plano é o resultado de um grande esforço feito pelos credores e pela companhia, com apoio de seus acionistas e parceiros. Trata-se de um passo importante para viabilizar a conclusão de sondas que vão gerar recursos e empregos. O desafio agora é implementar o Plano na maior brevidade possível.”, disse a companhia em nota.

Fonte: O Globo

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