A renúncia de Pedro Parente da presidência da Petrobras, comunicada nesta sexta-feira pelo executivo ao presidente da República, Michel Temer, não vai afetar o interesse das petroleiras estrangeiras pelos blocos que serão oferecidos na 4ª Rodada de leilão do pré-sal, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizará no próximo dia 7. A garantia foi dada pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ao lembrar que, além de áreas muito atrativas, os investimentos em exploração e produção de petróleo são de longo prazo, e, portanto, não são afetados por crises de curto prazo.

Para analistas, é preciso ampliar competição no setor e baixar os preços dos combustíveis

- O que aconteceu não é bom, mas não afetará. O leilão vai ser um sucesso. Acredito que, pela primeira vez, serão arrematados todos os blocos que serão ofertados no pré-sal. Primeiro, porque as áreas são muito atrativas e, em segundo lugar, os investimentos em exploração e produção são de longo prazo e o Brasil tem tradição de respeitar os contratos - destacou Oddone.

 

Segundo o executivo, em que pese o fato de que a pressão e críticas em relação à política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras levou à renúncia de Pedro Parente, esta foi preservada. O governo solucionou a questão com os caminhoneiros por meio dos impostos.

- As decisões tomadas respeitaram a liberdade de preços da Petrobras. A interferência nos preços do diesel foi absorvida pelo Tesouro Nacional, não foi nos preços das empresas - afirmou o diretor da ANP.

No próximo dia 7, a ANP vai realizar a 4ª Rodada de áreas para exploração no sistema de Partilha. Serão ofertadas quatro áreas situadas no pré-sal da Bacia de Santos, com previsão de pagamento de bônus de assinatura de R$ 3,65 bilhões. Estão inscritas 16 empresas, das quais apenas duas brasileiras, a Petrobras e a Queiroz Galvão Exploração e Produção.

Fonte: O Globo

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