As sanções dos EUA que visam reduzir para zero as exportações de petróleo do Irã têm menos de uma semana, mas quando as autoridades da Arábia Saudita e da Rússia se reunirem no domingo, o fornecimento de mais petróleo aos mercados globais não estará na agenda.

Em vez disso, com os preços do petróleo em baixa, os dois maiores produtores do mundo estão se preparando para debater - e provavelmente dividir - os cortes na produção, seguindo relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que apontam para um excesso de petróleo e preços pessimistas no primeiro semestre de 2019.

No encontro em Abu Dhabi, a Arábia Saudita, a Rússia e outras nações produtoras de petróleo devem debater cortes de até 1 milhão de barris por dia para o ano que vem, segundo fontes da Opep.

 

"A Arábia Saudita percebe que pode haver uma necessidade de reverter o rumo no próximo ano e quer ver as opções", disse um alto funcionário saudita. No entanto, a Rússia provavelmente vai se opor a qualquer redução, dizem especialistas.

A potencial divergência acontece num momento em que a Opep trabalha sob uma pressão sem precedentes. O Irã está acusando o cartel de ajudar a substituir seu petróleo nos mercados globais, enquanto o presidente Trump ataca repetidamente a organização com alegações de que está controlando a oferta para elevar os preços do petróleo.

Simultaneamente, os membros da Opep estão absorvendo a notícia de um relatório feito por um centro de estudos financiado pela Arábia Saudita que busca entender como o mercado de petróleo pode se sair se o cartel se romper. Desde o final de setembro, quando o grupo se reuniu pela última vez em Argel, o preço do petróleo tipo Brent - referência mundial - caiu mais de US $ 10 por barril.

Nas últimas semanas, os estoques de petróleo dos EUA aumentaram novamente, impulsionados pela produção crescente e pelo enfraquecimento da demanda de combustível.

Na segunda-feira, os EUA disseram que permitiriam que oito países continuassem comprando petróleo iraniano sancionado.

“De repente, os riscos de fornecimento assumiram um significado diferente", disse Norbert Rücker, chefe de pesquisa de macro e commodities do banco suíço Julius Baer, em nota na quinta-feira. "O barulho em torno do embargo contra o Irã está se acalmando e o foco do mercado de petróleo está mudando para as perspectivas de excesso de oferta no próximo ano".

No encontro de Abu Dhabi, os países reunidos planejam estudar uma série de cenários de mercado e esperam chegar a um consenso sobre os níveis de produção para o próximo ano, segundo funcionários da Opep. Uma das opções cogitadas é o cartel manter a produção inalterada, levando a um excedente de cerca de 1 milhão de barris por dia no primeiro semestre de 2019, disseram as autoridades.

Fonte: Valor

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