O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, afirmou nesta terça-feira que o expressivo crescimento das receitas não administradas pela Receita Federal em outubro e no ano é influenciado basicamente pelos números ligados ao petróleo. O preço do barril no mercado internacional, somado à variação cambial, tem puxado o avanço do recolhimento da União em 2018.

Segundo os técnicos da Receita Federal, os royalties de petróleo representam mais de 90% da rubrica.

No ano, as não administradas avançam em termos reais 54,05% – para R$ 52,468 bilhões. Já as administradas crescem 4,49%, para R$ 1,143 trilhão. No cômputo total, a alta real foi de 5,98%, para R$ 1,196 trilhão até outubro.

 

No mês, as receitas não administradas chegaram a R$ 11,571 bilhões – o que representa um crescimento real de 77,54% frente ao mesmo período em 2017.

Administradas

Enquanto isso, o recolhimento das demais receitas (as administradas) cresceu em termos reais apenas 0,14% na mesma comparação – para R$ 120,310 bilhões, em outubro.

O coordenador de Previsão e Análise da Receita, Marcelo de Mello Gomide de Loures, afirmou nesta terça-feira que a estimativa de alta real das receitas administradas para este ano caiu de 3,45% para 3,22%.

Na semana passada, a equipe econômica divulgou o quinto e último relatório bimestral de receitas e despesas que mostra a diminuição da previsão de arrecadação de tributos. “A alteração do último relatório foi de convergência para os últimos parâmetros oficiais”, afirmou Loures.

“Houve mudança nas perspectivas do ano, com crescimento um pouco menor que no relatório anterior. Do PIB e outras variáveis, como câmbio - que afeta dados do comércio exterior”, complementou. A estimativa de crescimento do PIB, por exemplo, recuou de 1,6% para 1,4% neste ano.

No total, a Receita registrou avanço real de 4,12% na arrecadação, para R$ 131,880 bilhões, no mês passado.

Fonte: Valor

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