O setor de energia vem pegando carona na Inteligência Artificial, realidade virtual, Big Data e até mesmo no novíssimo Blockchain para levar a eletricidade gerada pelo sol e pelo vento para as grandes cidades e aumentar a produtividade. O objetivo é simples: usar a tecnologia para racionalizar processos e reduzir os custos.

Soluções desenvolvidas sob medida para o pré-sal ajudaram a fronteira petrolífera a já responder por 55% da produção no país, com mais de 1,8 milhão de barris por dia, apenas dez anos após iniciada a extração. Nas energias renováveis, inovações melhoraram a performance de fontes solar e eólica com o cruzamento de informações climáticas.

— Investimos em sistemas para tonar a energia solar mais eficiente, usando inteligência de dados e gerenciando as informações para aumentar a performance dos painéis. Com isso, as células fotovoltaicas conseguem gerar até 4% mais energia — exemplifica Nicolas Driesen, especialista da Huawei Brasil, gigante chinesa de tecnologia. — Usamos a mesma estratégia nas linhas de distribuição de energia, que pode ser oriunda de usinas eólicas e hidrelétricas. O objetivo é evitar perdas ao longo do processo, gerenciando caminhos alternativos na distribuição da eletricidade.

 

Na área de petróleo, o foco é o desafio de produzir em profundiades que podem chegar a 7 mil metros, como é o caso do pré-sal. Orlando Ribeiro, gerente-executivo do Cenpes, o centro de pesquisas da Petrobras, destaca a inovação que vem sendo aplicada no fundo mar. Ele cita o caso de um equipamento que faz a separação de gás carbônico e gás natural, para levar para a plataforma apenas o segundo. A solução será usada em Libra, campo do pré-sal da Bacia de Santos. A utilização de equipamentos mais leves desenvolvidos para o pré-sal, feitos de carbono, permitem mais resistência e melhoram a condutividade térmica e elétrica.

Contrato digital

Em parceria com a PUC-Rio, a Petrobras desenvolve, ainda, um projeto-piloto para utilizar em contratos digitais a tecnologia Blockchain, que está por trás de criptomoedas como o bitcoin, que impede a adulteração de arquivos compartilhados. Augusto Borella, gerente de Transformação Digital da estatal, lembra que, ao digitalizar o processo de assinatura, a tecnologia elimina o desperdício com documentos físicos:

— O objetivo é aumentar a velocidade nos projetos, simplificar a forma como assinamos e executamos um termo de cooperação e aumentar a confiabilidade dos processos.

Segundo Claudio Makarovsky, especialista de Petróleo e Gás da Siemens, que desenvolve tecnologia para energia, o foco desse setor hoje no Brasil é automação e digitalização de processos. Um dos planos da Siemens é ser capaz de fazer operações em plataformas em alto mar de forma totalmente remota. Um projeto conceitual feito pela companhia em terra já prevê uma economia de US$ 100 milhões em dez anos.

Fonte: O Globo

Pesquisa em petróleo no país receberá R$3 bi ao ano nos próximos 30 anos, diz ANP

Investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em petróleo e gás no Brasil deverão atingir média de 3 bilhões de reais por ano, nos próximos 30 anos, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

Petroleiras são obrigadas a investir percentuais de sua receita em PD&I no Brasil por meio de uma cláusula presente em contratos de exploração e produção, que já permitiu investimentos acumulados de 14,28 bilhões de reais de 1998 até o segundo trimestre de 2018, segundo a ANP.

Fonte: Reuters

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