Estimativas divulgadas na quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram que o Brasil deverá liderar com folga as exportações globais de soja nesta safra 2018/19 e tende a recuperar o espaço perdido no mercado internacional de milho depois da forte queda da produção na temporada 2017/18.

Segundo a Conab, a colheita brasileira de soja, no ciclo que está sendo semeado deverá somar entre 117 milhões e 119,4 milhões de toneladas, ante o recorde de 119,3 milhões registrado na temporada passada. De acordo com os dados do USDA, serão 120,5 milhões de toneladas em 2018/19, cerca de 700 mil a mais que em 2017/18, que permitirão que o país exporte 75 milhões de toneladas.

Se a direção das projeções for confirmada, o Brasil continuará atrás dos EUA na produção, já que o USDA prevê uma colheita americana recorde de 127,7 milhões de toneladas, mas voltará a liderar as exportações mundiais, com quase 19 milhões de toneladas a mais que o principal "rival". Em larga medida, a projeção de avanço da produção americana não é acompanhada por uma estimativa de expansão dos embarques em virtude das disputas comerciais de Washington com a China.

 

Assim, a expectativa é que a "simbiose" nipo-brasileira no mercado de soja continue a dar o tom, mesmo levando-se em conta a possibilidade de um armistício entre as duas potências. Para a China, o USDA prevê importações de 94 milhões de toneladas em 2018/19, mesmo patamar de 2017/18.

Na safra atual os chineses deverão responder por pouco mais de 60% das importações mundiais, ao passo que Brasil e EUA, juntos, novamente representarão 83,3% das exportações, mesmo com a recuperação da produção na Argentina, golpeada por problemas climáticos no ciclo 2017/18.

Se haverá poucas mudanças para o Brasil no tabuleiro da soja, no do milho as perspectivas confirmam um cenário de recuperação. A Conab projetou a colheita brasileira total (primeira e segunda safras) entre 89,7 milhões e 91,1 milhões de toneladas em 2018/19, um aumento de até 11,1% em relação a 2017/18, ciclo marcado por intempéries. O USDA projeta um volume ainda maior - 94,5 milhões de toneladas, 12,5 milhões a mais que na temporada passada.

Diante dessa recuperação expressiva da oferta, o órgão americano estimou as exportações do Brasil, terceiro maior produtor global do cereal, em 29 milhões de toneladas em 2018/19, ante 22 milhões de toneladas em 2017/18. Os problemas deste ano tiraram do país o posto de segunda maior exportador de milho do mundo - atrás dos EUA -, que voltou a ser ocupado temporariamente pela Argentina. Mas, se tudo correr como indicam as projeções, a ordem será retomada agora. 

Fonte: Valor

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