O governo Trump anunciou ontem (31) a imposição de tarifas de importação ao aço e alumínio de diversos países. O decreto americano mantém a isenção de tarifa ao aço brasileiro, que, em compensação, terá uma cota máxima de exportação para os EUA. O mesmo, no entanto, não acontece para o alumínio daqui. O setor preferiu optar pela sobretaxa a ter de limitar seu número de exportações. Aplicada, a tarifa de importação americana poderá chegar a 16%, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). 

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Em março 2018, o governo americano deu duas alternativas para os países aos quais pretendia impor sanções. Ou escolhiam por uma sobretaxa de importação de 10% ou por uma cota máxima entradas para os produtos. "Se tivéssemos escolhido a cota de exportações, até estaríamos mais competitivos do ponto de vista do preço, mas o volume exportado seria muito pouco e iríamos praticamente abandonar o mercado americano", conta o presidente-executivo da ABAL, Milton Rego.

 

Conforme explica, o cálculo imposto pelo governo americano para se estipular o máximo de exportações é a média das saídas dos produtos para o país de 2013 a 2017. De acordo com Rego, essa média seria muito baixa, já que no início desse período o Brasil exportava pouco alumínio para os EUA. Com esse número os empresários não conseguiriam cumprir contratos e perderiam muita entrada de alumínio brasileiro no mercado americano. Dessa forma, o setor decidiu escolher pela sobretaxa e manter os acordos comerciais com seus clientes.

À sobretaxa de 10%, contudo, se acrescentará um valor de 3% a 6%, referente a isenção que o alumínio do Brasil tinha pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), que será eliminada. O presidente-executivo da ABAL afirma que essa diferença nos custos, gerada pela taxa, provavelmente refletirá nos preços lá fora, já que dificilmente o empresário brasileiro conseguirá bancar o reajuste.

"Com isso nossos preços no mercado americano aumentarão mais ainda e poderemos ser mais impactados em comparação a outros países", diz Milton Rego. O SGP gerava uma redução das tarifas de exportação para alguns produtos, normalmente para países em desenvolvimento.

Consequências. "Nossa maior preocupação é com a sobreoferta que será gerada. O mercado brasileiro também corre o risco de ser inundado por alumínio de outros países e isso só vai acirrar ainda mais a competição internacional.", ressalta Rego. O setor exporta cerca de 40 mil toneladas de alumínio para os EUA.

O presidente-executivo, entretanto, acredita que mesmo com as altas de preços, o mercado americano continuará a comprar do Brasil e de outros países, já que internamente o que é produzido pelos EUA não seria suficiente. "Montar um parque industrial de alumínio leva tempo", acrescenta Rego sobre a capacidade de produção de alumínio americana.

Fonte: Estadão

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