O diretor de Estratégia, Organização e Sistemas de Gestão da Petrobras, Nelson Silva, afirmou nesta quarta (5) que o plano de investimentos para os próximos cinco anos é institucional e começou a ser elaborado há oito meses, com a participação de mais de cem pessoas. Ele não informou, porém, se o documento foi apresentado a representantes do governo eleito em outubro.

"O plano é institucional, da empresa, não de uma pessoa ou duas", disse, em resposta a pergunta de analista sobre aval do governo Jair Bolsonaro, que indicou o economista Roberto Castello Branco para presidir a estatal a partir de janeiro de 2019. Procurado, o novo chefe da estatal ainda não respondeu ao pedido de entrevista sobre o tema.

No plano de investimentos apresentado nesta quarta (5), que compreende o período entre 2019 e 2023, a Petrobras propõe gastar US$ 84,1 bilhões (cerca de R$ 324 bilhões), com foco na exploração e produção de reservas de petróleo. O volume é 12,9% superior ao do plano anterior para o período entre 2018 e 2022.

 

A companhia lançou também um plano estratégico com visão para 2040, no qual reforça o interesse em entrar no segmento de energias renováveis, seguindo o caminho de outras grandes petroleiras globais. Para esse segmento, reservou US$ 0,4 bilhão (cerca de R$ 1,5 bilhão).

Os dois planos foram aprovados em reunião do conselho de administração da Petrobras na terça (4). Segundo Silva, eles começaram a ser elaborado há oito meses e passaram "por todos os passos de aprovação" dentro da companhia. 

Castello Branco já foi membro do conselho da Petrobras - foi levado pelo ex-presidente da Vale Murilo Ferreira, que presidiu o colegiado no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, em 2015. Em sua primeira entrevista após ser nomeado por Bolsonaro, disse que o foco seria acelerar a produção do pré-sal, projeto contemplado de certa forma pelo plano de investimentos anunciado pela estatal nesta quarta.

Do total orçado para os próximos cinco anos, 81% serão direcionados ao segmento de exploração e produção. A empresa prevê 18 novas plataformas até 2023 e elevou em 59% o orçamento para busca de novas reservas de petróleo e gás natural.

O documento mantém a proposta de venda em participações em refinarias, ideia defendida também por Castello Branco, mas não fala em venda da BR Distribuidora, possibilidade que chegou a ser levantada pelo vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

"A gente acha que tem outros ativos [para serem vendidos], outras oportunidades", argumentou o diretor Financeiro da estatal, Rafael Grisolia, que dirigia a mesma área na BR Distribuidora até junho, antes de assumir o cargo na Petrobras. Até 2023, a Petrobras espera levantar US$ 26,9 bilhões (R$ 130 bilhões) com a venda de ativos.

Fonte: Folha

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