Diante do crescimento da produção e exportação de petróleo previsto para 2019, a Petrobras terá que voltar ao mercado para contratação de novas embarcações que fazem o escoamento da produção das plataformas para a costa, os chamados navios aliviadores, depois de cortar sua frota a partir de um programa de eficiência operacional implementado nos últimos dois anos.

“A produção de petróleo hoje é superior à capacidade de refino. Com o aumento da produção, portanto, haverá um crescimento da exportação, o que exigirá mais aliviadores”, disse o gerente-geral de programação de refino, transporte e comercialização da Petrobras, Roberto Ken Nagao, ao Valor.

Segundo ele, a companhia conseguiu cortar em 27%, a sua frota de embarcações desse tipo, neste ano, por meio de iniciativas de integração de sistemas. A otimização da frota, que caiu de 37 navios para 27, a permitiu à companhia economizar cerca de US$ 66 milhões entre janeiro e setembro.

 

Essa economia com o aluguel das embarcações foi possível graças a uma melhoria operacional nas operações de ‘offloading’ (transferência do óleo), por meio da integração de sistemas, de acordo com a Petrobras. Nagao explica que o corte da frota de aliviadores foi feito por meio da otimização das operações. Segundo ele, o programa de eficiência operacional reduziu a ociosidade dos navios. “Com isso, conforme os contratos de aluguel das unidades foram vencendo, optamos por não renová-los. Não houve rompimento de contratos, foi um processo”, disse.

Segundo o gerente, o processo de integração de sistemas teve início em 2016, mas só neste ano passou a ser plenamente utilizado para otimizar as operações. “O planejamento das operações de offloading ficou mais integrado ao sistema de planejamento de abastecimento de cada refinaria. Adotamos um sistema com algorítimos que considera os níveis de estoque, a programação de alocação às refinarias, a gestão a bordo dos navios, as datas de alívio e de abastecimento às refinarias”, contou Nagao.

Fonte: Valor

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