Apesar de impacto negativo de acordo feito para encerrar investigações sobre corrupção nos Estados Unidos, a Petrobras registrou lucro de R$ 6,6 bilhões no terceiro trimestre de 2018, alta de 2.397% com relação aos R$ 266 milhões do mesmo período do ano anterior. 

No ano, a empresa acumula lucro de R$ 23,6 bilhões, o melhor resultado em nove meses desde 2011 e 371% a mais do que nos nove primeiros meses de 2017. 

Segundo a companhia, o desempenho reflete melhores margens com a exportação de petróleo e com a venda de derivados no mercado interno, com o aumento dos preços dos combustíveis, impulsionadas pela alta das cotações internacionais e pela desvalorização cambial. 

 

Por outro lado foi prejudicado por acordo de R$ 3,5 bilhões para encerrar investigações sobre corrupção nos Estados Unidos. Sem os gastos com os acordos, disse o presidente da estatal, Ivan Monteiro, o lucro nos nove meses chegaria a R$ 28 bilhões. No trimestre, seria de R$ 10,2 bilhões. 

No terceiro trimestre, a Petrobras vendeu gasolina pelos maiores preços desde que começou a praticar reajustes diários, em julho de 2017. Nas últimas semanas, tem acompanhado as cotações internacionais e reduzido os preços. Nesta terça (6), suas refinarias vendem o combustível a R$ 1,7293 por litro, o menor valor desde 20 de abril.

Com o início do programa de subvenção sobre o diesel no fim de maio, conseguiu também recuperar mercado nas vendas desse combustível, em que vinha enfrentando competição de importadores privados. No terceiro trimestre, foi responsável por 93% das vendas de diesel no país. Em janeiro, eram 65%.

A receita da empresa no terceiro trimestre foi de R$ 98,2 bilhões, alta de 36,7% na comparação  com os R$ 71,8 bilhões do mesmo período de 2017. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações cresceu 55,2%, para R$ 29,8 bilhões.

Com os melhores resultados, a Petrobras decidiu dobrar, para R$ 1,3 bilhão, o volume de dividendos a seus acionistas nesse trimestre - nos dois anteriores, foram R$ 630 milhões. Monteiro disse que o aumento é possível pela redução de incertezas sobre o balanço da empresa após os acordos com investidores e com autoridades norte-americanas.

O endividamento líquido da Petrobras ficou em R$ 291,8 bilhões ao fim do trimestre, alta de 4% em relação ao verificado no início do ano, provocada pela elevação do dólar frente ao real. Em dólares, a dívida líquida caiu de US$ 81,4 bilhões para US$ 72,9 bilhões no mesmo período. A meta é chegar ao fim do ano em US$ 70 bilhões.

A relação entre endividamento e geração de caixa chegou a 2,96 vezes, contra 3,67 vezes ao fim de 2017. Desconsiderando o pagamento dos acordos, é de 2,66 vezes, quase na meta de 2,5 vezes estipulada pela estatal.

O resultado foi obtido mesmo com atrasos no plano de venda de ativos, que só arrecadará um terço dos US$ 21 bilhões (R$ 78,7 bilhões, ao câmbio atual) previstos. Monteiro admitiu que a meta não será cumprida mas disse que a alta do petróleo e do dólar, aliada a melhorias de gestão, vem compensando a frustração na entrada de recursos.

Fonte: Folha SP

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