A Petrobras informou nesta quarta (31) a venda de sua fatia em petroleira com operações na África por US$ 1,53 bilhão (R$ 5,7 bilhões, na cotação atual) à Petrovida Holding, empresa controlada pela holandesa Vitol.

A operação transfere à Petrovida 50% da Petrobras Oil & Gas BV, empresa que tem participação em campos de petróleo na Nigéria e teve produção média de 47 mil barris de petróleo por dia em 2017. 

Os outros 50% pertencem ao banco BTG Pactual, que permanecerão no negócio —embora o prospecto inicial de venda anunciasse que sua fatia também estava à venda. 

 

O acordo com a Petrovida prevê o pagamento à vista de US$ 1,4 bilhão (R$ 5,2 bilhões). O restante depende de solução de arbitragem sobre unificação do campo de Agbami a área adjacente.

A Vitol tem como sócios na Petrovida a canadense África Oil e a Delonex, baseada em Londres —as duas últimas com operações focadas no continente africano.

"A Vitol tem uma longa história no setor energético da Nigéria. Estamos satisfeitos e orgulhosos de adicionar este significativo ativo de exploração e produção", disse, em nota, o presidente da empresa, Russel Hardy.

O processo de venda dos ativos africanos foi iniciado pela Petrobras em novembro de 2017, como parte de seu plano de desinvestimentos.

Em 2013, a estatal foi alvo de questionamentos pela oposição ao governo Dilma Rousseff quando anunciou a venda de 50% da empresa ao BTG, em operação de US$ 1,5 bilhão.

A estatal busca reduzir sua enorme dívida e vem fazendo um amplo trabalho de gestão de portfólio, que visa focar nos ativos com melhor rentabilidade.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a Petrobras poderá obter cerca de US$ 20 bilhões até o próximo ano, caso sejam realizadas as vendas de todos os projetos anunciados para desinvestimentos.

Ainda nesta quarta-feira, a empresa anunciou que realizou o pré-pagamento de uma dívida de US$ 1 bilhão ao Banco Santander que venceria em 2023 e, simultaneamente, assinou nova linha de crédito com a instituição no valor de US$ 750 milhões, com vencimento em outubro de 2028.

A petroleira disse que a nova operação tem "custos financeiros mais competitivos" e que o movimento faz parte de sua estratégia de gerenciamento de passivos para melhorar o perfil de amortização e reduzir o custo da dívida.

Fonte: Folha SP

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