A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (4) que assinou uma carta de intenções com a China National Petroleum Corporation International (CNPCI), empresa responsável pelas operações internacionais da petroleira chinesa CNPC, para realizar investimentos na refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizada na cidade de Itaboraí, e no campo de Marlim, área de águas profundas na Bacia de Campos, no litoral fluminense.

Segundo o comunicado da companhia, as negociações visam conseguir recursos para a conclusão da refinaria do Comperj, cujas obras estão paralisadas desde 2014 por conta das investigações da Operação Lava-Jato. A Petrobras negocia desde o ano passado uma parceria com a CNPC para a conclusão do complexo. A estatal tinha um acordo com a chinesa para avaliação de oportunidades de investimentos conjuntos.

A Petrobras afirma que ainda há detalhes para serem acertados. Ela não deu uma previsão de quando estima que o acordo será finalizado.

 

“A parceria estratégica fortalecerá os laços entre as empresas e contribuirá para o aprofundamento da Parceria Estratégica Global entre o Brasil e a China, ambos membros do grupo Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]”, diz trecho do comunicado da Petrobras. “O acordo de parceria também faz parte de um programa mais amplo da Petrobras para a revitalização de seu parque de refino e logística do leste”.

A Petrobras possui parceria com a CNPC desde 2013. Elas atuam conjuntamente na área de Libra, na bacia de Santos, na costa do Rio de Janeiro. O acordo foi o primeiro contrato sob o regime de partilha de produção. No ano passado, o consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40% de participação), CNPC (com 20%) e a britânica BP (com 40%) foi o vencedor para o Bloco de Peroba, um dos mais disputados do leilão.

A CNPC é uma das principais companhias de petróleo da China. Ela produz aproximadamente 3,3 milhões de óleo equivalente por dia e desenvolve 91 projetos de petróleo e gás em 35 países.

Fonte: Valor

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