O economista Roberto Castello Branco, ex-diretor de relações com o mercado da Vale, é o mais cotado para assumir a presidência da Petrobras no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Ele é o preferido de Paulo Guedes, já indicado por Bolsonaro como o futuro “superministro” da Fazenda, já que a pasta vai passar e englobar também Planejamento, Indústria e Comércio Exterior.

Rumores sobre sua indicação circularam nesta terça-feira (30). Reportagens relataram que ele sinalizou que declinará o convite. Questionado pela Folha sobre o assunto, o economista disse que isso não aconteceu.

 

“Não declinei convite nenhum, até porque não houve nenhum convite”, disse Castello Branco. Ele não quis comentar se aceitará ou não o cargo caso seja convidado, mas pessoas próximas a ele dizem que o economista vê a missão com bons olhos.

O economista Roberto Castello Branco nega ter sido convidado para presidir da Petrobras - Reinaldo Canato-27.nov.17/ Folhapress

Ainda não houve, no entanto, definição final sobre o comando da Petrobras. Segundo apurou a reportagem, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, também quer influenciar na escolha.

Mourão prefere que a estatal seja entregue a um nome da área militar porque considera a Petrobras estratégica.

Segundo pessoas próximas à estatal, o alto comando da Petrobras já foi sondado informalmente por emissários tanto do grupo de Guedes quanto do time de Mourão, em busca de informações.

O vice-presidente eleito Hamilton Mourão após sair da casa do empresário Paulo Marinho, onde Bolsonaro se reuniu com seus futuros ministros - AFP

Já é dada como certa a saída de Ivan Monteiro, que assumiu a presidência da companhia depois da demissão de Pedro Parente na paralisação dos caminhoneiros. Monteiro foi um dos responsáveis pela recuperação da estatal, mas deve ir para a iniciativa privada.

Professor da FGV, Castello Branco é amigo de Guedes desde a década de 1980, quando presidiu o Ibmec, rede ensino fundada pelo futuro ministro. Assim como o “guru” de Bolsonaro, ele também frequentou a Universidade de Chicago, berço do liberalismo econômico, onde cursou pós-doutorado.

O executivo já conhece bastante a Petrobras, porque foi membro do conselho de administração da petroleira entre 2015 e 2016, ainda no governo Dilma Rousseff (PT). Na época, assessorou o então presidente do colegiado, Murilo Ferreira, na reestruturação da governança da companhia após estourar a crise do petrolão.

Castello Branco tem ainda ampla experiência internacional, já que foi economista-chefe e diretor de relações com o mercado da mineradora Vale por um longo período. Entrou na companhia em 1999 e ficou até se aposentar, em 2014.

Segundo apurou a reportagem com acionistas relevantes da Petrobras, independentemente de quem emplacar o comando da companhia, não se espera uma grande reviravolta na condução da estatal no governo Bolsonaro.

O caminho deve ser o mesmo trilhado pela atual gestão: desinvestir em algumas áreas, como distribuição de combustíveis, petroquímica e fertilizantes, para reduzir o endividamento e concentrar recursos na exploração do pré-sal.

Se prevalecer o time de Guedes, essa estratégia deve ser acelerada. É provável, por exemplo, a privatização da BR Distribuidora.

Fonte: Folha SP

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